Dinheiro
01/07/2009 - 14h15

Vendas da Chrysler nos EUA caem 42% em junho

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da Folha Online

As vendas da montadora americana Chrysler em junho registraram uma queda de 42% nos Estados Unidos, na comparação com o mesmo mês de 2008, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.

As vendas da rival Ford Motor --a única das grandes montadoras americanas a não depender de recursos do governo para continuar operando--, por sua vez, caíram 10,7% em junho, na mesma comparação, segundo dados divulgados hoje.

A GM (General Motors) também deve divulgar hoje o resultado de suas vendas em junho. A empresa já anunciou, no entanto, que registrou um recorde de vendas no mercado chinês no primeiro semestre de 2009. A montadora americana informou que suas "joint ventures" venderam 814.442 unidades na China na primeira metade de 2009, 38% a mais que no mesmo período do ano passado.

No mês passado a Chrysler e a montadora italiana Fiat anunciaram um acordo, que permitirá a sobrevivência da marca americana após seu pedido de concordata, em abril.

Pelo projeto de reestruturação aprovado após a concordata, a Chrysler deve ser divida em duas: a "nova" Chrysler ficará nas mãos de um consórcio e a "velha" Chrysler manterá as dívidas. A Fiat ficará inicialmente com 20% de participação na Chrysler --parcela que pode chegar a 35% se certas metas forem atingidas pela empresa.

A Fiat poderá ainda assumir outros 16% até 2016 se os empréstimos feitos pelo governo à Chrysler forem todos pagos, chegando assim a uma participação de 51% --a parcela da Fiat na Chrysler não poderá exceder 49% até que todo o débito da montadora americana com o governo seja quitado. Os fundos administrados pelo sindicato do automóvel UAW (United Auto Workers) e 10% pelos governos americano e canadense ficaram com 55%.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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