Dinheiro
02/07/2009 - 08h10

Reino Unido estuda restringir práticas das companhias de crédito

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da Efe, em Londres

O governo britânico quer colocar limites a determinadas práticas das companhias de cartões de crédito, como o aumento do limite de gastos sem autorização do cliente ou o aumento dos juros sobre a dívida existente.

O Executivo informou nesta quinta-feira que esta iniciativa se inscreve em seu objetivo de promover uma cultura responsável do crédito, e para isso criará o cargo de "advogado do consumidor", que terá como tarefa principal combater os abusos destas empresas.

O plano estuda também a possibilidade de forçar o aumento dos pagamentos mensais para ajudar os clientes a pagar sua dívida com mais rapidez e revisar a ordem no qual se quita a dívida, de modo que sejam liquidadas primeiro as obrigações mais onerosas.

O governo quer que as empresas sejam mais responsáveis e levem em conta a capacidade creditícia de seus clientes antes de oferecer a possibilidade de aumentar seu limite de crédito.

Além disso, avalia-se proibir os cheques dos cartões de crédito, que podem ser usados como cheques pessoais em branco, cujos juros costumam ser muito mais altos que os aplicados ao cartão à qual estão associados.

Trata-se de um instrumento creditício polêmico há muito tempo, já que são enviados sem que os clientes os solicitem, implicam no pagamento de uma comissão de 2% sobre a quantia gasta e não oferecem a mesma proteção que os cartões se forem utilizados de maneira fraudulenta.

Segundo os números do Banco da Inglaterra (BC britânico), os residentes no Reino Unido acumulam uma dívida de 233 bilhões de libras (US$ 381 bilhões) em cartões de crédito, descobertos e outros empréstimos ao consumo.

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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