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Dinheiro
02/07/2009 - 09h02

Produção industrial sobe em maio, mas tem queda recorde em 12 meses, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizado às 09h13.

A produção industrial registrou alta de 1,3% em maio, na comparação com abril, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do quinto resultado positivo consecutivo, o que representa um acúmulo de 7,8% de ganho entre janeiro e maio. Em abril, a alta havia sido de 1,2% (dado revisado; a leitura original era de alta de 1,1%). Em relação a maio de 2008, porém, a indústria teve retração de 11,3% --sétimo resultado negativo consecutivo nessa comparação.

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial tem recuo de 5,1%, ante 3,9% nos 12 meses imediatamente anteriores. É o nível mais baixo desde o início da série histórica, em 1991.

De janeiro a maio, a produção industrial acumulou queda de 13,9%, na comparação com período correspondente no ano passado.

A Pesquisa Industrial Mensal demonstra que houve aumento de produção em 20 dos 27 ramos pesquisados em maio, na comparação com o mês anterior. O destaque ficou por conta da indústria da indústria farmacêutica, com avanço de 9,7%.

Por outro lado, os principais resultados negativos foram constatados nas produções de fumo (-8,4%), produtos de metal (-3%) e borracha e plástico (-2,7%).

Entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis tiveram alta de 3,8% em relação a abril, seguidos de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (1,3%), bens intermediários (1,2%) e bens de capital (0,7%).

Já em relação a maio de 2008, houve queda em 22 dos 27 subsetores avaliados, sendo que o principal impacto veio da indústria de máquinas e equipamentos (-28%). A categoria de veículos automotores teve a produção reduzida em 17,6% frente a maior de 2008.

Entre as categorias de uso, o pior resultado em relação a maio do ano passado foi constatado na produção de bens de capital (-22,8%). Já a produção de bens duráveis caiu 13,7%, pouco menos que o visto na produção de bens intermediários, que teve recuo de 13,8%.

A produção de bens de consumo semi e não duráveis, por sua vez, teve uma queda mais branda, de 1,8%, contra maio de 2008.

 

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