Dinheiro
02/07/2009 - 09h31

Mercado de trabalho nos EUA piora em junho e fecha 467 mil vagas

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da Folha Online

Atualizado às 11h13.

A economia dos Estados Unidos perdeu 467 mil postos de trabalho em junho, enquanto a taxa de desemprego chegou a 9,5%, mesma taxa vista em agosto de 1983, contra 9,4% em maio. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Trabalho.

O dado de abril foi revisado e passou a mostrar uma perda de 519 mil empregos, contra a leitura anterior, de 504 mil. O dado de maio também foi revisado e passou a mostrar um corte menor de postos de trabalho, 322 mil, contra a leitura incial de 345 mil.

A taxa de desemprego nos EUA, assim, se aproxima dos dois dígitos; a última vez em que o país teve uma taxa assim foi em junho de 1983, quando estava em 10,1% --à época a economia americana também atravessava uma recessão.

Bebeto Matthews/AP
Fila de pessoas em busca de emprego, em Nova York; economia dos Estados Unidos perdeu 467 mil postos de trabalho em junho
Fila de pessoas em busca de emprego, em Nova York; economia dos Estados Unidos perdeu 467 mil postos de trabalho em junho

No setor manufatureiro foram eliminadas 136 mil vagas no mês passado; desde o início da recessão, o setor já perdeu 1,9 milhão de vagas. O setor de veículos e peças perdeu 27 mil postos de trabalho em junho e, desde dezembro de 2007 o setor já perdeu 335 mil vagas.

Na construção foram eliminadas 79 mil vagas no mês passado, e desde dezembro de 2007 1,3 milhão de vagas já foram fechadas. Na área de serviços financeiros foram fechadas 27 mil vagas em junho, enquanto desde de dezembro de 2007 o setor já fechou 489 mil vagas.

Segundo o departamento, o número de pessoas desempregadas no país, 14,7 milhões, ficou quase inalterado no mês passado, na comparação com o mês imediatamente anterior. Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, o número de desempregados nos EUA aumentou em 7,2 milhões de pessoas e a taxa de desemprego cresceu 4,6 pontos percentuais.

Em média, a economia americana perdeu 436 mil empregos por mês entre abril e junho, contra uma média de 670 mil por mês entre novembro e março, segundo o comunicado do departamento.

Os dados sobre o mercado de trabalho americano referentes a julho devem ser divulgados no dia 7 de agosto.

Pesquisas

Pesquisas divulgadas ontem mostravam um cenário menos negativo para o mercado de trabalho americano. A consultoria de recursos humanos ADP Employer Services divulgou hoje uma pesquisa em que mostra que o setor privado da economia americana cortou 473 mil empregos em junho, menos que em maio (485 mil).

Já a consultoria Challenger Gray & Christmas informou que os anúncios de cortes de empregos nos EUA em março caíram 9%, para 74.393 postos de trabalho, contra 81.755 em junho de 2008. "Parece que muitos empregadores chegaram ao números de funcionários que precisam para conseguirem atravessar a recessão", disse o executivo-chefe da consultoria, John Challenger.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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