Pedidos às fábricas dos EUA crescem mais que o previsto em maio
da Folha Online
As encomendas feitas às fábricas americanas tiveram um crescimento de 1,2% em maio na comparação com abril, superando assim as expectativas dos economistas, que previam uma alta de 0,8%. Apesar do resultado positivo em maio, o dado de abril foi revisto para baixo, de alta de 0,7% para uma de 0,5%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio.
O resultado de maio é ainda o melhor desde junho do ano passado, quando houve uma alta de 2,1%.
Em maio os destaques foram as altas de 1,8% nas encomendas de bens duráveis (itens com durabilidade mínima prevista de três anos) e de 0,7% nas de bens não duráveis (como alimentos e vestuário).
As encomendas de aviões comerciais cresceram 68,7%, enquanto as de veículos e peças caíram 4,6%. O setor de transporte como um todo registrou aumento de 3,8%.
Excluído o setor de transportes, as encomendas subiram 0,8%, melhor resultado desde junho do ano passado.
O resultado sinalizou que a produção manufatureira nos EUA pode estar se recuperando. Ontem, o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) informou que a atividade industrial americana apresentou um recuo menor que o esperado em junho.
O indicador ficou em 44,8 pontos neste mês, contra 42,8 em maio. O resultado superou levemente as previsões dos analistas, que estimavam um índice de 44,5 pontos neste mês. Mesmo assim, a leitura segue abaixo dos 50 pontos pelo 17º mês consecutivo. Segundo a metodologia da pesquisa da ISM, o indicador aponta retração da atividade industrial se ficar abaixo dos 50 pontos.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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