Dinheiro
02/07/2009 - 11h53

Indústria recupera perdas, mas produção retorna aos níveis de 2006

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O resultado da produção industrial de maio, que avançou 1,3% sobre abril, confirma o quadro de recuperação da indústria, mas as perdas frente ao período pré-crise ainda são significativas.

Embora registre cinco altas seguidas neste ano, a indústria retrocedeu, desde setembro, a níveis de produção semelhantes aos que eram verificados em junho de 2006, segundo dados da PIM (Pesquisa Industrial Mensal) divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao se avaliar o quadro desde o agravamento da crise econômica, pode-se considerar que a indústria está em evolução. Nos primeiros baques da produção, no fim do ano passado, a indústria retornou a patamares de 2004. No mês retrasado, o nível de produção já era semelhante ao que era observado em abril de 2005.

"Isso mostra que a indústria está andando. Há uma recuperação, e ela é contínua, o que é mais importante", afirmou a gerente da PIM, Isabella Nunes. Ela frisou que o desempenho de maio foi puxado pela produção de bens duráveis e de intermediários.

Desde setembro, a indústria acumula perdas de 13,8%. Ao longo de 2009, no entanto, as seguidas taxas positivas resultam num ganho de 7,8% frente a dezembro. Esta recuperação vem sendo puxada pela indústria automobilística, que responde pela maior parte do crescimento de 64,9% na produção de veículos automotores (inclui ainda motos, ônibus e caminhões) observada de janeiro a maio. Se for levado em consideração os dados desde setembro, a produção deste segmento ainda tem perdas de 24,9%.

A retomada da produção automobilística, na esteira de desonerações fiscais dadas pelo governo, fez com que a produção de bens duráveis acumulasse ganho de 63,5% este ano. Desde setembro, no entanto, tal produção tem queda acumulada de 16%.

Além da produção de veículos automotores, contribuiu para esta retomada dos bens duráveis os produtos da chamada linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras), cuja produção cresceu 0,9% em maio, primeira taxa positiva desde setembro.

De setembro para cá, a produção de bens de capital despencou 29,3%, principalmente em função da redução entre máquinas e equipamentos (-37%) no período.

A produção de bens intermediários caiu 13% desde o agravamento da crise, influenciada pela queda de 24,1% na produção metalúrgica desde setembro.

Já a produção de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis vem sendo menos impactada e, desde setembro, acumula perda de 2,7%. Produtos desta linha, como bebidas (5,8%), remédios (5%) e alimentos (2,9%) acumulam taxas positivas em relação ao período pré-crise.

"São produtos que dependem mais da questão da renda, são mais necessários. A crise está ligada à falta de crédito e à redução da demanda internacional, que não influenciam diretamente o consumo destes produtos", explicou Isabella Nunes.

Comentários dos leitores
Saulo Mundim Lenza (605) 10/11/2009 19h15
Saulo Mundim Lenza (605) 10/11/2009 19h15
Ele perdeu mais uma boa oportunidade de ficar calado. sem opinião
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Lucas Freitas (73) 10/11/2009 18h27
Lucas Freitas (73) 10/11/2009 18h27
"Está todo mundo mais humilde. Eu participo do G20 e nunca vi tanta gente humilde" sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2094) 10/11/2009 18h16
AGUINALDO VENANCIO (2094) 10/11/2009 18h16
"CARO" EDSON SOLERO:
ANTES DE MAIS NADA, NUM PAÍS QUE "ANDA" ÁS CUSTAS DE METÁFORAS FUTEBOLISTICAS (FRANQUINHAS , É VERDADE..), VAMOS LOGO ALERTANTO PRA ALGUM "DESAVISADO", QUE ESTADISTA NAO É O CARA QUE FAZ ESTADIOS, HEIN??
LOGO LOGO VEM COPA DO MUNDO, OLIMPÍADA, JA VIU NE,,, NAO E DEMAIS ALERTAR...
sem opinião
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