Indústria recupera perdas, mas produção retorna aos níveis de 2006
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O resultado da produção industrial de maio, que avançou 1,3% sobre abril, confirma o quadro de recuperação da indústria, mas as perdas frente ao período pré-crise ainda são significativas.
Embora registre cinco altas seguidas neste ano, a indústria retrocedeu, desde setembro, a níveis de produção semelhantes aos que eram verificados em junho de 2006, segundo dados da PIM (Pesquisa Industrial Mensal) divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ao se avaliar o quadro desde o agravamento da crise econômica, pode-se considerar que a indústria está em evolução. Nos primeiros baques da produção, no fim do ano passado, a indústria retornou a patamares de 2004. No mês retrasado, o nível de produção já era semelhante ao que era observado em abril de 2005.
"Isso mostra que a indústria está andando. Há uma recuperação, e ela é contínua, o que é mais importante", afirmou a gerente da PIM, Isabella Nunes. Ela frisou que o desempenho de maio foi puxado pela produção de bens duráveis e de intermediários.
Desde setembro, a indústria acumula perdas de 13,8%. Ao longo de 2009, no entanto, as seguidas taxas positivas resultam num ganho de 7,8% frente a dezembro. Esta recuperação vem sendo puxada pela indústria automobilística, que responde pela maior parte do crescimento de 64,9% na produção de veículos automotores (inclui ainda motos, ônibus e caminhões) observada de janeiro a maio. Se for levado em consideração os dados desde setembro, a produção deste segmento ainda tem perdas de 24,9%.
A retomada da produção automobilística, na esteira de desonerações fiscais dadas pelo governo, fez com que a produção de bens duráveis acumulasse ganho de 63,5% este ano. Desde setembro, no entanto, tal produção tem queda acumulada de 16%.
Além da produção de veículos automotores, contribuiu para esta retomada dos bens duráveis os produtos da chamada linha branca (fogões, geladeiras e lavadoras), cuja produção cresceu 0,9% em maio, primeira taxa positiva desde setembro.
De setembro para cá, a produção de bens de capital despencou 29,3%, principalmente em função da redução entre máquinas e equipamentos (-37%) no período.
A produção de bens intermediários caiu 13% desde o agravamento da crise, influenciada pela queda de 24,1% na produção metalúrgica desde setembro.
Já a produção de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis vem sendo menos impactada e, desde setembro, acumula perda de 2,7%. Produtos desta linha, como bebidas (5,8%), remédios (5%) e alimentos (2,9%) acumulam taxas positivas em relação ao período pré-crise.
"São produtos que dependem mais da questão da renda, são mais necessários. A crise está ligada à falta de crédito e à redução da demanda internacional, que não influenciam diretamente o consumo destes produtos", explicou Isabella Nunes.
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MAS ESTOU COM UM PÉ ATRAS, POIS CERTAMENTE TEMOS AQUI E EM OUTROS PAISES EMERGENTES, UMA BELA BOLHA NAS BOLSAS, NOS IMOVEIS, ETC.
PARECE QUE A ECONOMIA ESTA SENDO TOCADA NA BASE DE DINHEIRO EMPRESTADO, QUE LOGO PODE ESGOTAR-SE OU REDUNDAR EM CALOTES IMENSOS.
TB TEMOS QUE TORCER MUITO PARA QUE O MUNDO NAO SOFRA UMA RECAIDA TAO LOGO TERMINEM O FORNECIMENTO DOS ANALGESICOS (POLITICA MONETARIA E FINANCEIRA EXTREMAMENTE FROUXA), QUE ESTAO SENDO MINISTRADOS AO PACIENTE, AINDA NA UTI, E QUE SE RETIRADOS CAUSA A VOLTA DE FEBRE LÁ PELOS 42 GRAUS, SEGUIDAO DO COLAPSO TOTAL.
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