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Dinheiro
02/07/2009 - 12h31

Bancos públicos terão de reduzir juros para crédito com recursos do FAT

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Os bancos públicos que realizam empréstimos com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) terão de reduzir as taxas de juros cobradas nos empréstimos do Proger (Programa de Geração de Emprego, Trabalho e Renda).

O Ministério do Trabalho apresentou hoje uma proposta para reduzir em cerca de 50% o "spread" máximo cobrado por essas instituições. O "spread" é a parcela da taxa de juro que embute o lucro do banco, a taxa de inadimplência, os impostos e outros custos.

Com isso, a taxa final ao consumidor, que hoje varia de 0,73% a 0,98% ao mês --de acordo com a linha de crédito-- vai ficar entre 0,61% e 0,69% ao mês.

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que se reúne na próxima terça-feira (7).

Os juros dessas linhas são formados pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), que foi reduzida nesta semana de 6,25% para 6% ao ano, mais o "spread", que hoje varia de 3% a 6% ao ano. Agora, o "spread" máximo vai variar de 1,5% a 2,5% ao ano.

Excesso de lucro

De acordo com o ministro Carlos Lupi (Trabalho) a redução será possível porque os bancos públicos embutiam nos juros dois custos que não existem. O primeiro é a inadimplência, já que existe um fundo de aval que garante risco zero para até 80% dos empréstimos. O segundo é o custo do compulsório, que também não existe nesse caso.

Segundo o ministro, somente agora o governo descobriu que os bancos públicos estavam tendo esse ganho adicional.

"É um excesso de 'prática bancária'. O banco tinha excessivo zelo pelo seu lucro", disse o ministro.

As linhas do Proger permitem o financiamento de pessoas físicas e pequenos empresários para implantação, reforma, modernização e compra de máquinas e equipamentos para os seus negócios.

A redução de juros inclui as linhas Proger Urbano (para profissionais liberais e microempresas e cooperativas), Proger Turismo Investimento, FAT Empreendedor Popular e Proger Professor.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (79) 05/12/2009 10h10
Olmir Antonio de Oliveira (79) 05/12/2009 10h10
A respeito de agências de classificação de riscos, a coisa esta como sempre foi, quando for para melhor é sempre, invariavelmente assim demorado, mas se for para pior é sempre no mesmo dia ou quanto muito no dia seguinte, moral estamos sempre refém, escravos, subordinados aos "grandes" aos donos so "sistema", eternos colonizados. O País tem potenciais claros, campos amplos para se desenvolver, inovar, criar conceitos, dar oportunidades ao trabalhador e aos empeendedores. Exemplifico, temos uma industria alcool quimica engatinhando (o mesmo poderia se fazer com a produção de oleos de palmeiras, da soja, do milho, de outros agricolas.....), para industrias quimicas de primeira geração ou segunda geração, o leque de produtos possiveis é amplos, plásticos, tecidos, quimicos diversos..... sem opinião
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Eduardo Giorgini (442) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (442) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
12 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (79) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (79) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 3 opiniões
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