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Dinheiro
02/07/2009 - 15h20

Justiça dos EUA confisca apartamento de cobertura de US$ 7 mi de Madoff

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da Folha Online

Autoridades da Justiça dos Estados Unidos confiscaram nesta quinta-feira o apartamento de cobertura do financista americano Bernard Madoff, 71, que foi condenado nesta segunda-feira (29) a 150 anos de prisão pela fraude de US$ 65 bilhões através de uma pirâmide financeira. A cobertura, que fica em Manhattan, está avaliada em US$ 7 milhões.

O delegado federal Joseph Guccione disse, segundo a agência de notícias AP (Associated Press), que os oficiais de Justiça chegaram à cobertura de Madoff ao meio-dia (13h em Brasília) com uma ordem judicial para confiscar e desocupar o imóvel. A agência não informou para onde a mulher de Madoff vai se mudar.

Segundo ele, a mulher de Madoff, Ruth, foi avisada com antecedência da medida e estava deixando a residência. "Ela vai sair", disse Guccione. "A restituição [do dinheiro] das vítimas é a prioridade do governo."

Imóveis confiscados pela Justiça nos EUA têm, em geral, as fechaduras trocadas e são colocadas sob vigilância.

Na semana passada, Ruth Madoff concordou em abrir mão de suas posses em troca da promessa de que a Justiça não confiscaria os US$ 2,5 milhões que lhe restaram. O dinheiro, no entanto, não está protegido contra eventuais ações civis.

Pirâmide

A pirâmide de Madoff, 71, é considerada a maior fraude financeira da história. Preso em dezembro do ano passado após a descoberta do esquema, Madoff, ex-diretor da Bolsa Nasdaq, assumiu sua culpa. Sobre ele pesavam 11 acusações, entre elas lavagem de dinheiro, perjúrio e fraude, cujas penas somadas davam os 150 anos a que foi condenado.

Ele voltou à sua cela no Centro Correcional de Manhattan para aguardar que a Justiça decida em qual penitenciária cumprirá a pena. A expectativa, segundo o diário americano "The New York Times", é que ele fique em alguma penitenciária no nordeste do país. Os advogados de defesa de Madoff tinham pedido uma condenação por 12 anos --ele não poderia ser absolvido porque era réu confesso.

"Imensa dor"

Ruth disse, em uma nota divulgada na segunda, que sente uma "imensa dor" pelas histórias de perdas de pessoas cujas economias "evaporaram" com o golpe do marido. "Muitos dos investidores de meu marido eram meus amigos e meus familiares. E desde dezembro, eu li, com imensa dor, as histórias de sofrimento das pessoas cujas economias evaporaram por causa desse crime", disse Ruth Madoff, na nota.

"Vidas foram reviradas e investimentos foram eliminados. Todos que foram tocados por essa fraude se sentem traídos; não acreditam no pesadelo do qual acordaram. Estou constrangida, envergonhada. Como todos, me sinto traída e confusa. O homem que cometeu essa terrível fraude não é o homem que conheci por todos esses anos", diz a nota.

Mark Lennihan/AP
A cobertura do financista americano Bernard Madoff, 71, que foi condenado nesta segunda a 150 anos de prisão. A Justiça dos EUA confiscou hoje o imóvel, que fica em Manhattan e está avaliado em US$ 7 milhões.
A cobertura do financista americano Bernard Madoff, 71, que foi condenado nesta segunda a 150 anos de prisão. A Justiça dos EUA confiscou hoje o imóvel, que fica em Manhattan e está avaliado em US$ 7 milhões.
Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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