Dinheiro
02/07/2009 - 17h43

Bovespa fecha em queda de 1,01%; desemprego nos EUA desanima mercado

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da Folha Online

Números desfavoráveis da economia americana e europeia derrubaram as principais Bolsas de Valores do planeta, arrastando a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) na jornada desta quinta-feira.

Investidores se assustaram com a perda de postos de trabalho nos EUA, frustrando as expectativas mais otimistas sobre a retomada da economia global.

A taxa de câmbio doméstico refletiu o aumento da aversão ao risco e bateu R$ 1,95.

O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, retrocedeu 1,01% no fechamento, aos 51.024 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,080 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em queda de 2,63%.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,952, o que representa uma alta de 1,19% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 289 pontos, número 5,09% acima da pontuação anterior. "Houve um aumento generalizado de aversão ao risco, o que se refletiu nos preços das commodities [matérias-primas]. O problema é que as notícias ruins aconteceram todas hoje", sintetiza Mário Paiva, analista da corretora Liquidez.

A cotação do barril de petróleo desabou 4%, abaixo dos US$ 67, refletindo o ambiente de desânimo com a economia.

Um sinal da confiança externa no país veio hoje da agência de classificação de risco Fitch Ratings, que elogiou o sistema financeiro doméstico. "O setor bancário brasileiro está bem posicionado para administrar o efeitos da desaceleração econômica global sem danos significativos ao seu usualmente forte perfil financeiro", avalia a equipe de analistas da agência.

"Balanços recentes dos bancos brasileiros mostraram uma queda inesperada na lucratividade, já que o crescimento mais vagaroso dos empréstimos afetou a receita e o crescimento das provisões contra perdas foi constante no quarto trimestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009", ressalvam os analistas.

Mesmo nesse ambiente adverso, a Fitch acredita que as instituições financeiras devem manter taxas de retorno comparáveis ao setor bancário mundial.

Desemprego dos EUA aumenta

Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA revelou que foram perdidos 467 mil postos em junho, enquanto a taxa de desemprego atingiu 9,5%. Os números mostram um retrato da economia americana ainda pior do que o esperado por muitos economistas do setor financeiro: as projeções apontavam para a destruição de algo em torno de 370 mil vagas no período.

As notícias da Europa europeu também não foram boas: o Eurostat (órgão estatístico da União Europeia) informou que a taxa de desemprego entre os países da zona do euro ficou em 9,5% em maio, contra 9,3% em abril e 7,4% em maio do ano passado. Trata-se do nível mais alto desde maio de 1999, entre o grupo de 16 países que utiliza o euro como moeda única.

Brasil

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que a produção industrial teve alta de 1,3% em maio sobre abril. Trata-se do quinto resultado positivo consecutivo, o que representa um acúmulo de 7,8% de ganho entre janeiro e maio.

O período de 12 meses, no entanto, ainda mostra o impacto da crise mundial: no acumulado entre os meses de maio de 2008 e o mesmo mês de 2009, a produção industrial tem recuo de 5,1%, ante 3,9% nos 12 meses imediatamente anteriores. É o nível mais baixo desde o início da série histórica, em 1991.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) comunicou que a inflação no município de São Paulo teve alta de 0,13% em junho, abaixo do 0,33% verificado em maio, pela leitura do o IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

Comentários dos leitores
Arquimedes lopes (24) 24/11/2009 13h44
Arquimedes lopes (24) 24/11/2009 13h44
O mercado parece a casa da Candinha, com todo respeito às mesmas, cada um fala uma coisa e nada falam porque depois da crise ficou difícil dar um palpite. sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 19/11/2009 17h19
JOSE MOTTA (48) 19/11/2009 17h19
ALGUMAS FONTES PREVEM CRESCIMENTO DO PIB PARA OP BRASIL DE 4,5 A 5 % EM 2010. ENTENDO QUE EMISSÃO DE MOEDA É DE ACORDO COM O PIB. O PROBLEMA É EM NOSSO PAIS "ABENÇADO POR DEUS"95 % DESSA FATIA VAI FICAR COM 5 % DA POPULAÇÃO. PARA MUDAR ESSA SITUAÇÃO, PROGRAMAS SOCIAS COMO BOLSA FAMILIA NÃO RESOLVE, É MAIS DEMAGOGIA E POPULISMO. ENQUANTO NÃO MUDARMOS ISSO NÃO SEREMOS PRIMEIRO MUNDO. ´/E ISSO QUE ALGUNS LULILISTAS QUE AQUI ESCREVEM NÃO ENTENDEM OU NÃO QUEREM ENDENTER OU DEVEM FAZER PARTE DOS 5 % PRIVILEGIADOS. 2 opiniões
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Samir Laguardia (1) 18/11/2009 15h17
Samir Laguardia (1) 18/11/2009 15h17
A previsão era que depois de 67.000 pontos a bolsa dispararia. Outra previsao era que o dolar chegasse a 1,80 reais. Proxima vez que os especialistas falarem vou fazer exatamente o contrario... Sera q vai demorar muito pro dolar se igualar ao real? Do jeito que são os asiáticos estarei vivo para presenciar uma evolução no sistema monetario. 2 opiniões
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Parte 2
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Na página do Ministério da Saúde > Departamento de Informática do SUS (DATASUS) > Sistemas e Aplicativos > CID 10, pode-se ter acesso ao catálogo de classificação. O fato do próprio Ministério da Saúde disponibilizar a informação é forma cabal e comprobatória da existência da patologia. Boa Sorte...
http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=040203
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celso assis (65) 25/11/2009 09h26
celso assis (65) 25/11/2009 09h26
Explicacáo para alta nas bolsas asiaticas ; MOTIVOS LOCAIS!!!!!!
Só dizendo QUIA, QUIA, QUIA, QUIA, QUIA
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