Bovespa fecha em queda de 1,01%; desemprego nos EUA desanima mercado
da Folha Online
Números desfavoráveis da economia americana e europeia derrubaram as principais Bolsas de Valores do planeta, arrastando a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) na jornada desta quinta-feira.
Investidores se assustaram com a perda de postos de trabalho nos EUA, frustrando as expectativas mais otimistas sobre a retomada da economia global.
A taxa de câmbio doméstico refletiu o aumento da aversão ao risco e bateu R$ 1,95.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, retrocedeu 1,01% no fechamento, aos 51.024 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,080 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em queda de 2,63%.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,952, o que representa uma alta de 1,19% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 289 pontos, número 5,09% acima da pontuação anterior. "Houve um aumento generalizado de aversão ao risco, o que se refletiu nos preços das commodities [matérias-primas]. O problema é que as notícias ruins aconteceram todas hoje", sintetiza Mário Paiva, analista da corretora Liquidez.
A cotação do barril de petróleo desabou 4%, abaixo dos US$ 67, refletindo o ambiente de desânimo com a economia.
Um sinal da confiança externa no país veio hoje da agência de classificação de risco Fitch Ratings, que elogiou o sistema financeiro doméstico. "O setor bancário brasileiro está bem posicionado para administrar o efeitos da desaceleração econômica global sem danos significativos ao seu usualmente forte perfil financeiro", avalia a equipe de analistas da agência.
"Balanços recentes dos bancos brasileiros mostraram uma queda inesperada na lucratividade, já que o crescimento mais vagaroso dos empréstimos afetou a receita e o crescimento das provisões contra perdas foi constante no quarto trimestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009", ressalvam os analistas.
Mesmo nesse ambiente adverso, a Fitch acredita que as instituições financeiras devem manter taxas de retorno comparáveis ao setor bancário mundial.
Desemprego dos EUA aumenta
Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA revelou que foram perdidos 467 mil postos em junho, enquanto a taxa de desemprego atingiu 9,5%. Os números mostram um retrato da economia americana ainda pior do que o esperado por muitos economistas do setor financeiro: as projeções apontavam para a destruição de algo em torno de 370 mil vagas no período.
As notícias da Europa europeu também não foram boas: o Eurostat (órgão estatístico da União Europeia) informou que a taxa de desemprego entre os países da zona do euro ficou em 9,5% em maio, contra 9,3% em abril e 7,4% em maio do ano passado. Trata-se do nível mais alto desde maio de 1999, entre o grupo de 16 países que utiliza o euro como moeda única.
Brasil
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que a produção industrial teve alta de 1,3% em maio sobre abril. Trata-se do quinto resultado positivo consecutivo, o que representa um acúmulo de 7,8% de ganho entre janeiro e maio.
O período de 12 meses, no entanto, ainda mostra o impacto da crise mundial: no acumulado entre os meses de maio de 2008 e o mesmo mês de 2009, a produção industrial tem recuo de 5,1%, ante 3,9% nos 12 meses imediatamente anteriores. É o nível mais baixo desde o início da série histórica, em 1991.
A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) comunicou que a inflação no município de São Paulo teve alta de 0,13% em junho, abaixo do 0,33% verificado em maio, pela leitura do o IPC (Índice de Preços ao Consumidor).
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Ou seja,a Economia não de estabilizou,gerando desconfiança de investidores,poupadores e assalariados adimplentes. Logo, o recurso, é a Reserva técnica de valores, na poupança, ouro, etc...
Temos, pela frente a incógnita, do ano eleitoral, que se aproxima.Talvez tenhamos nova turbulência,financeira,geradas, pelo Governo.
Aguardemos, com RESERVAS .......
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Inclusive esse lugar é um forum de opiniões sobre notícias e manchetes, obviamente, pessoas irão comentar sobre elas.
Comentários poderão ser certas, coerentes ou não.
[]s
Eduardo.
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