Bolsas da Ásia fecham com resultados distintos devido a feriado nos EUA
da Folha Online
As principais Bolsas de Valores da Ária e Pacífico fecharam a semana com resultados distintos, devido aos poucos negócios no continente --reflexo da piora no desemprego nos EUA e do feriado no país hoje. O mercado americano fechou 467 mil postos de trabalho em junho, elevando a taxa de desemprego ao maior patamar desde 1983.
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,61%, com 9.816,07 pontos no índice Nikkei 225; a Bolsa de Sydney (Austrália) teve queda de 1,25%, indo para 3.826,60 pontos no índice ASX; a Bolsa de Seul subiu 0,61%, para 1.420,04 pontos no índice Seoul Composite; a Bolsa de Hong Kong teve alta de 0,14% no índice Hang Seng, que ficou com 18.203,40 pontos; a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,92%, com 3.088,36 pontos no índice Shanghai Composite.
Segundo o Departamento do Trabalho, a taxa de desemprego ficou em 9,5%, contra 9,4% em maio. O dado superou o referente a maio, que mostrou a eliminação de 322 mil vagas (dado revisado para baixo; a leitura inicial era de perda de 345 mil). Em média, a economia americana perdeu 436 mil empregos por mês entre abril e junho, contra uma média de 670 mil por mês entre novembro e março, segundo o comunicado do departamento.
O mercado financeiro vinha em ritmo de alta desde março, com as expectativas dos investidores por uma recuperação da economia, mas em meados de junho voltaram a crescer os temores de que a recuperação demore mais que o esperado.
"As pessoas esperavam uma forte melhora no mercado de trabalho nos EUA, mas isso foi otimismo demais", afirmou Hiroshi Morikawa, estrategista da MU Investments. "Muitos investidores erraram em aproveitar o rally [alta nas Bolsas] e outros estão aproveitando para barganhar."
Para outro analista, a queda no número de vagas nos EUA só confirma que a economia americana ainda está a caminho da recupração --e não em ritmo acelerado, como muitos investidores querem crer. "Os dados confirmam que a economia ainda está frágil. A sustentabilidade da melhora no mercado tem que ser apoiada nos fundamentos da economia", explicou Jason Teh, da Investors Mutual.
Na Europa, o mercado de trabalho também não deu bons sinais: segundo dados do Eurostat (órgão estatístico da UE), a taxa de desemprego ficou em 9,5% em maio nos 16 países da zona do euro. O número havia ficado em 9,3%, em abril, e 7,4%, em maio do ano passado.
Com isso, o desemprego neste grupo de países chegou ao nível mais alto desde maio de 1999. Segundo as estimativas, 15,01 milhões estavam sem emprego em maio de 2009 na zona do euro, 273 mil a mais do que em abril.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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