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Dinheiro
03/07/2009 - 08h31

Chineses poderão comprar parte da YPF na Argentina

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THIAGO GUIMARÃES
da Folha de S.Paulo, em Buenos Aires

A petroleira espanhola Repsol anunciou ontem ter recebido "diferentes propostas" para vender parte de sua filial argentina YPF e afirmou que mantém os planos de reduzir sua participação na empresa.

O anúncio veio após a imprensa chinesa divulgar que a CNPC (Companhia Nacional de Petróleo da China) está interessada em comprar 75% da YPF, a maior empresa energética da Argentina, por US$ 17 bilhões.

Também ocorre após a imprensa argentina divulgar um informe da YPF à SEC (a CVM norte-americana) em que a empresa diz que intervenções do governo argentino no mercado de energia afetam seus negócios.

"Como consequência da crise energética na Argentina, desde 2002 o governo estabeleceu regulações que afetaram a exportação e o mercado interno. Nossos resultados e operações podem ser afetados negativamente por essas mudanças", afirma o informe.

Em março, documento assinado por oito ex-secretários de Energia da Argentina apontou "sérios problemas estruturais" no setor energético do país, como queda na produção de petróleo desde 1998 e nas reservas de petróleo e gás natural.

O texto critica o esquema estatal de subsídios ao consumo de energia e transporte, usado para manter as tarifas baixas, por inibir investimentos e causar distorções no mercado.

A Repsol possui 84% do capital da YPF e já manifestou intenção de vender até 25% dessa participação. Outros 14,9% foram comprados em 2008 pelo grupo argentino Petersen, que tem opção de comprar mais 10%.

O governo argentino trabalha para aumentar a participação nacional na YPF, privatizada em 1992. Especula-se que a estatal argentina de energia Enarsa poderia entrar no negócio, numa renacionalização da empresa, negada pela Repsol.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1439) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1439) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. 2 opiniões
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O Pacificador (230) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (230) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (694) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (694) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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