Petróleo sustenta ritmo de queda após dados sobre emprego
da Folha Online
com Associated Press
Os preços do petróleo rondam os US$ 66 o barril nesta sexta-feira, um dia após o susto com o desemprego nos Estados Unidos e na Europa já ter derrubado a cotação.
Na negociação eletrônica da Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o petróleo cru para entrega em agosto recuava 0,24%, para US$ 66,57 o barril em relação ao fechamento da sessão anterior. Ontem, a matéria-prima encerrou negociada a US$ 66,73, com uma retração de quase 4%.
Os mercados estão fechados nesta sexta-feira nos Estados Unidos por conta do feriado prolongado do Dia da Independência. Mas nesta quinta-feira o clima já foi de desânimo diante dos dados sobre o mercado de trabalho americano, que afetaram a confiança dos investidores sobre uma resposta à recessão no país.
A perda de empregos nos Estados Unidos aumentou em junho (467 mil postos de trabalho eliminados), com a taxa de desemprego chegando a 9,5%, segundo dados do Departamento de Trabalho divulgados nesta quinta-feira, enfraquecendo as esperanças de uma rápida recuperação econômica.
O presidente Barack Obama reagiu à notícia se declarando profundamente decepcionado com as cifras que levaram a taxa de desemprego ao pior nível dos últimos 26 anos.
Esta alta do número de empregos perdidos, após dois meses de queda, foi muito maior do que a previsão dos analistas, que calculavam uma baixa de 365 mil postos de trabalho. Estes dados do relatório do departamento do Trabalho retificam a melhora relativa registrada em maio, quando foram perdidos 322 mil empregos.
Na zona do euro (grupo de 16 países da UE (União Europeia) que utiliza o euro como moeda única), por sua vez, o índice de desemprego voltou a subir em maio e atingiu o maior nível em uma década.
A taxa de desempregados ficou em 9,5% em maio, contra 9,3% em abril e 7,4% em maio do ano passado, segundo o Eurostat (órgão estatístico da UE). Com isso, o desemprego neste grupo de países chegou ao nível mais alto desde maio de 1999.
Na ICE (Bolsa Intercontinental de Futuros, na sigla em inglês), em Londres, o petróleo brent também recua (0,40%) nesta sexta-feira, para US$ 66,38, o barril.
'Renovadas as preocupações acerca da economia global, refletida na negociação mais fraca de papéis, é o principal motivo para o enfraquecimento do mercado de petróleo", avaliou o serviço britânico KBC Market.
"No entanto, em contraste com os últimos meses, o mercado de petróleo mais fraco parece estar exercendo alguma influência", informou a KBC, que mencionou o aumento dos estoques de petróleo e gasolina como evidências da fraca demanda.
Leia mais notícias sobre petróleo
- Governo já definiu regras de exploração do pré-sal
- Fundo de NY desiste de aplicar na Petrobras
- Iraque fecha acordo com petrolíferas para modernizar campo
Outras notícias sobre economia em Dinheiro
- Nova falha faz Angra 1 paralisar produção de energia
- Venda de caminhões tem queda de 20% no primeiro semestre
- Para frigoríficos, ação do Ministério Público no PA foi irresponsável
Especial

Somente a nossa gasolina e o nosso jet fuel são de baixa qualidade. A gasolina tem muito álcool e tem muito enxofre. A querosene muito enxofre. Adulteram mais a gasolina do que o álcool... muito dessa percepção vem da capital de SP, solvente é adicionado. Enxofre reage com vapor de água e forma acido sulfúrico. O solvente degrada a borracha e forma acumulo nas velas de ignição... ou bicos injetores.
avalie fechar
Nesse ponto, concordo com ele.
O Brasil, não chegará a este ponto...
Antes disso, se nada for feito, o Brasil sucumbirá á corrupção, e aos políticos inúteis que dia a dia acabam com todos os patrimônios nacionais.
Portanto, temos antes outras "maldições" maiores para nos preocuparmos.
avalie fechar
A questão é : vamos detonar tudo por dinheiro?
avalie fechar