Dólar fecha em R$ 1,95; Bovespa perde 0,14%
da Folha Online
Sem o mercado de capitais americano, os negócios do segmento de câmbio doméstico tiveram um dia bastante tranquilo, com os preços da moeda americana variando entre US$ 1,957 e R$ 1,939. Nas últimas operações da sexta-feira, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,953, praticamente estável (alta de 0,05%) sobre a cotação de ontem. O dólar turismo foi mantido em R$ 2,070.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) retrocede 0,14%, aos 50.955 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de apenas R$ 1,31 bilhão, menos da metade do volume registrado em um dia "regular".
A Bolsa brasileira oscila sem firmar tendência desde a abertura dos negócios, com investidores temeroso em fazer apostas maiores num dia em que está ausente sua principal referência externa.
Os investidores estrangeiros respondem por mais de um terço dos negócios da Bolsa brasileira. No mês passado, muitos deles optaram por sair do mercado nacional: a Bovespa revelou que o saldo de investimentos dos não-residentes ficou negativo em mais de R$ 1 bilhão.
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Profissionais das corretoras de moeda esperam um mês de julho ainda muito volátil. Novas operações para lançar ações ainda devem atrair investidores estrangeiros. Analistas também lembram que as reduções recentes não evitaram que a taxa de juros do país continue bem acima do restante do planeta.
Por outro lado, o Banco Central tem mantido a prática de atuar diariamente no mercado de dólar à vista. E não fugiu à regra nem hoje: a autoridade monetária realizou leilão entre 14h57 e 15h07 e comprou moeda por R$ 1,9505 (taxa de corte).
As oscilações das reservas internacionais sinalizam o grau dessas intervenções: entre o final de março e abril, as reservas passaram de US$ 202,24 bilhões para US$ 201,25 bilhões. No final de maio, já eram de US$ 205,57 bilhões. E no final de junho, atingiram a casa dos US$ 208,425 bilhões.
Juros futuros
As taxas de juros previstas no mercado futuro da BM&F voltaram a cair nos contratos de prazo mais longo. No contrato que projeta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista retraiu de 8,78% ao ano para 8,77%; para janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 9,93% para 9,88%.
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