Nova gripe já provoca impacto na economia da Argentina
da Efe, em Buenos Aires
A epidemia de nova gripe na Argentina fez disparar as vendas de remédios e produtos preventivos, que estão praticamente esgotados. O comércio e o turismo já começam a sentir os efeitos da doença, que podem provocar perdas milionárias, segundo analistas.
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A economia argentina já vinha sofrendo o impacto da crise global e do conflito rural no ano passado, mas o vírus da gripe promete aprofundar os danos, que aparentemente aumentaram nos últimos dias, depois das eleições legislativas de domingo.
Segundo cálculos de economistas, independentemente da crise global e das questões internas, a economia argentina poderia contrair entre 0,3% e 0,9%, apenas por causa da gripe, com perdas que poderiam chegar até 30 bilhões de pesos (aproximadamente US$ 7,875 bilhões).
De acordo com a federação que representa lojas e shoppings da Argentina, a queda no comércio será de 10% a 25%, afirmou o dirigente.
O "efeito gripe" também foi sentido em bares e restaurantes, onde as mesas foram separadas e já há uma restrição do número de talheres em uso. Ainda assim, houve uma queda de 40% na atividade.
Em cinemas, teatros e discotecas houve queda de 50% a 70% de presença.
As agências de turismo preveem que a atividade sofrerá uma queda de 15% a 30%, particularmente pela diminuição de visitantes estrangeiros, que já vinha acontecendo por causa da crise global.
Casos
O novo ministro argentino da Saúde, Juan Manzur, disse nesta sexta que o número de contaminados pela gripe no país pode chegar a 100 mil. Por enquanto, apenas cerca de 2.800 casos foram confirmados por análises de laboratório. O ministro acompanhou a presidente do país, Cristina Kirchner, a uma visita a um hospital público em Buenos Aires.
Ele confirmou que, até agora, a doença já matou 44 pacientes. Há outras mortes que estão sendo investigadas.
Manzur assumiu no lugar da ex-ministra Graciela Ocaña, que renunciou na última segunda-feira.
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1 - O plano de ação para enfrentamento da segunda onda da Influenza A (H1N1) ainda está sendo elaborado e, assim que for concluído, será disponibilizado para população.
2 - O Ministério da Saúde está criando a nova campanha sobre a Influenza A (H1N1).
3 - O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de disponibilizar o Relenza para casos de resistência ao Tamiflu.
Continuamos à disposição.
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1) A população alvo da campanha de vacinação contra a Influenza A (H1N1) ainda não foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É necessário esperar essa definição para saber o percentual de pessoas a serem vacinadas.
2) As pessoas que não tomarem a vacina contra a doença não ficaram imunizadas.
Estamos à disposição.
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O Ministério da Saúde busca tirar as dúvidas da população estando presente nos sites de notícias e nas redes sociais. Dessa forma, assim que verificou uma informação equivocada, esclareceu o fato a todos e passou a informação correta. Estamos sempre à disposição.
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