Indústria paulista tem nova queda, diz IBGE
da Folha de S.Paulo, no RioPelo quinto mês consecutivo a produção industrial de São Paulo, medida pelo IBGE, apresentou resultado negativo em relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro, a queda foi de 1,6%.
Dos 12 Estados e regiões pesquisados, São Paulo, Bahia (menos 6,2%) e
Santa Catarina (menos 2%) tiveram desempenho negativo. A produção brasileira, que já havia sido divulgada, cresceu 5,6% sobre setembro de 2001.
A novidade animadora para a indústria paulista, segundo Mariana Rebouças, economista do IBGE, é que a intensidade da queda foi bem menor do que em agosto, quando foi de 6,6%.
No trimestre encerrado em setembro, comparado com o mesmo trimestre de 2001, somente São Paulo (menos 3,1%) e Santa Catarina (menos 5,1%) mostraram resultados negativos. O Rio de Janeiro, com 15,8%, registrou o melhor desempenho entre os dez locais com indicadores positivos.
Dos 19 setores industriais pesquisados pelo IBGE em São Paulo, 14 tiveram crescimento em setembro. Isso não impediu a queda no conjunto da produção por causa da forte pressão negativa exercida pelos maus desempenhos das indústrias de material elétrico e de comunicação (menos 27%) e química (menos 6%).
No caso da química, o motivo foi ocasional: a parada, para manutenção, da refinaria da Petrobras em São José dos Campos (São Paulo).
O que sustentou o crescimento industrial em setembro na maior parte dos locais pesquisados, segundo o IBGE, foram a indústria extrativa mineral (petróleo, gás e minério de ferro), a agroindústria e os setores voltados à exportação.
Petróleo e gás explicam o elevado crescimento da produção do Rio (13,5%). No Espírito Santo, o ramo petrolífero se soma aos de papel e celulose e do café, ambos exportadores, para explicar o aumento de 10% na produção.
A extração de minério de ferro ajudou a indústria de Minas Gerais a crescer 7,3% no mês. Os 12,9% de Pernambuco foram em grande parte decorrentes do aumento de 14,9% na indústria de alimentos.


