Dinheiro
06/07/2009 - 08h10

Tribunal em Nova York aprova plano de reestruturação da GM

Publicidade

da France Presse, em Nova York

O Tribunal de Falências de Nova York aprovou neste domingo (5) o plano de reestruturação para a montadora GM (General Motors), que determina a venda dos ativos a uma nova empresa com respaldo do governo.

O juiz Robert Gerbert destacou na decisão que examinou quase 850 objeções ao plano apresentadas por acionistas da GM, entre outros, mas não considerou as mesmas válidas.

"Mais uma vez, a corte é sensível a suas preocupações, mas não pode ajudá-los. A GM é insolvente, sem esperanças, e agora não há nada para os acionistas; não vai existir nada para os credores não assegurados", disse.

No dia 30 de junho, o executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse que se o plano de venda de ativos da empresa não fosse aprovado até o dia 10 deste mês, o esforço pela reestruturação da montadora pode fracassar.

Os grupos que se opõem à venda dos ativos da empresa para a formação de uma nova GM (com a qual ficariam os ativos mais saudáveis) alegam que suas demandas contra a montadora ficariam com a "velha GM", da qual dificilmente obteriam as compensações exigidas.

No dia 1º de junho, a GM recorreu ao Tribunal de Falências de Nova York, para pedir proteção sob o "Capítulo 11" da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil).

Como parte do acordo de reestruturação, o governo americano ficará com 60% de participação na nova empresa, em troca dos bilhões de dólares já empregados na empresa --o tribunal autorizou a GM no último dia 25 a utilizar os US$ 33,3 bilhões emprestados pelo governo para manter a companhia funcionando enquanto permanece em concordata.

O governo canadense, que também já fez empréstimos à GM, receberá em troca 12,5% de participação acionária na empresa que surgirá após a concordata. O sindicato UAW (United Auto Workers) terá 17,5% dos títulos.

Vendas

Na sexta-feira (3) a GM informou que suas vendas nos EUA caíram 33,6% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, de 265.937 para 176.571 unidades.

O número é pior que o esperado por analistas e que o sugerido na terça-feira pelo presidente da GM, Fritz Henderson, que referiu-se a uma queda entre 20% e 30%.

Na China, no entanto, a GM registrou um recorde de vendas no mercado chinês no primeiro semestre de 2009. A montadora americana informou que suas "joint ventures" venderam 814.442 unidades no país na primeira metade de 2009, 38% a mais que no mesmo período do ano passado.

Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
"FMI vê recuperação lenta e diz ser cedo para tirar estímulos à economia"
Os verdadeiros Governos democráticos, deveriam ignorar os conselhos desse FMI, pois é um organismo que defende um Governo para as Instituições e não um Governo para o POVO.
Está sempre aconselhando governos a injetar dinheiro público em instituições privadas e em Sistema Financeiros, bancos e empresas particulares, a pretexto de recuperar a Economia. Mas, na realidade esse dinheiro vai se transformar em lucros privados, jatinhos, iates, limusines, viajens de turismo, ou colar de diamantes no pescoço de prostituta elegante ou no pescoço de amantes de algum políticos ou empresários, sem retorno nenhum social para quem paga os impostos.
O FMI, só visa privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
O Dinheiro do Povo, tem que ser injetado é no POVO.
sem opinião
avalie fechar
Como não há perspectiva de fim das guerras impossíveis de vitória que os EUA enfrentam, também não há possibilidade de diminuição dos catástróficos déficits do país. Sua economia continuará a encolher, aumentará o desemprego e o mundo todo ficará na expectativa de uma recessão geral. Desde 1950, na Coreia, os EUA não vencem uma guerra e preferem pagar o elevadíssimo custo deficitário e de vidas inutilmente jogadas fora a perceber que não são os imperadores do mundo. Se Obama tentar alterar esta visão destorcida, pagará o que Kennedy pagou. Todos querem convencer o Irã a desistir da bomba. Quem se atreverá a convencer os EUA a desistir desta bomba um milhão de vezes mais destrutiva, que tornará seu país irrelevante no mundo a um custo gigantesco para todos nós? sem opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
A respeito do setor automotivo, dado o conhecimento e sistemas produtivo e ou e razão da crise que se abateu em alguns paises e ou regiões, é certo que com atuais conhecimentos e técnicas é possivel se transferir uma unidade industrial entre regiões ou continente, e com pequenas mudanças tornar mais modernas e produtivas, em questão de alguns meses, uma reengenharia, produtiva e ou de localização. Mas certo é que seriam poucos os empregos que poderiam ser mantidos no ambiente de origem, apesar dos meios de comunicação apresentarem boa evolução..... e ou para o caso de pornecedores bom percentual poderiam serem considerados.,..... sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4296)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca