Tribunal em Nova York aprova plano de reestruturação da GM
da France Presse, em Nova York
O Tribunal de Falências de Nova York aprovou neste domingo (5) o plano de reestruturação para a montadora GM (General Motors), que determina a venda dos ativos a uma nova empresa com respaldo do governo.
O juiz Robert Gerbert destacou na decisão que examinou quase 850 objeções ao plano apresentadas por acionistas da GM, entre outros, mas não considerou as mesmas válidas.
"Mais uma vez, a corte é sensível a suas preocupações, mas não pode ajudá-los. A GM é insolvente, sem esperanças, e agora não há nada para os acionistas; não vai existir nada para os credores não assegurados", disse.
No dia 30 de junho, o executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse que se o plano de venda de ativos da empresa não fosse aprovado até o dia 10 deste mês, o esforço pela reestruturação da montadora pode fracassar.
Os grupos que se opõem à venda dos ativos da empresa para a formação de uma nova GM (com a qual ficariam os ativos mais saudáveis) alegam que suas demandas contra a montadora ficariam com a "velha GM", da qual dificilmente obteriam as compensações exigidas.
No dia 1º de junho, a GM recorreu ao Tribunal de Falências de Nova York, para pedir proteção sob o "Capítulo 11" da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil).
Como parte do acordo de reestruturação, o governo americano ficará com 60% de participação na nova empresa, em troca dos bilhões de dólares já empregados na empresa --o tribunal autorizou a GM no último dia 25 a utilizar os US$ 33,3 bilhões emprestados pelo governo para manter a companhia funcionando enquanto permanece em concordata.
O governo canadense, que também já fez empréstimos à GM, receberá em troca 12,5% de participação acionária na empresa que surgirá após a concordata. O sindicato UAW (United Auto Workers) terá 17,5% dos títulos.
Vendas
Na sexta-feira (3) a GM informou que suas vendas nos EUA caíram 33,6% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, de 265.937 para 176.571 unidades.
O número é pior que o esperado por analistas e que o sugerido na terça-feira pelo presidente da GM, Fritz Henderson, que referiu-se a uma queda entre 20% e 30%.
Na China, no entanto, a GM registrou um recorde de vendas no mercado chinês no primeiro semestre de 2009. A montadora americana informou que suas "joint ventures" venderam 814.442 unidades no país na primeira metade de 2009, 38% a mais que no mesmo período do ano passado.
Leia mais notícias sobre montadoras
- GM informa vendas recordes na China no primeiro semestre
- Montadora indiana Tata Motors tem primeiro prejuízo em oito anos
- Presidente da Toyota anuncia volta aos fundamentos para vencer crise
Especial
- Leia mais sobre a General Motors
- Leia a cobertura completa sobre a Crise nos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


VOLTEM PARA O CURSO BÁSICO SRS, ANTES DE TENTAREM CRITICAREM OU ELOGIAREM ALGUEM, E TB TENTEM FICAR CALMINHOS, POIS VCS SABEM QUE SUAS BOQUINHAS ESTÃO PARA TERMINAR
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar