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Dinheiro
06/07/2009 - 10h43

Produção de veículos sobe com mercado interno; exportações caem 53%

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KAREN CAMACHO
Editora de Dinheiro da Folha Online

A produção de veículos registrou alta em junho deste ano, sustentada pela venda interna de veículos. As exportações, no entanto, tiveram nova queda, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Com o crescimento do mercado interno, o setor refez as contas e agora espera alta na venda de veículos, o que tornará 2009 o melhor da história.

No mês passado foram produzidos 283,9 mil veículos, ante 309,2 mil em junho de 2008, queda de 8,2%. Em relação ao mês anterior, maio (261,8 mil), a alta foi de 8,4%.

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No semestre, a produção soma 1,46 milhão de veículos, queda de 13,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2008.

Os licenciamentos, indicador de vendas, atingiram 300,2 mil veículos em junho, alta de 17,2% em relação a junho de 2008 (256 mil) e de 21,5% na comparação com o registrado em maio deste ano, quando foram comercializadas 247 mil unidades.

O impulso para as vendas continua sendo a redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), principalmente no caso de veículos 1.0, que tem o tributo zerado. O benefício, que terminaria em 30 de junho, foi prorrogado e será gradualmente retirado até dezembro.

No semestre, as vendas internas somam 1,45 milhão veículos, alta de 3% na comparação com o mesmo período de 2008.

O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, afirmou que junho, além de ser o melhor mês da história da indústria automotiva, também registrou o melhor dia de vendas. Segundo ele, mais de 24 mil unidades foram comercializadas no dia 30 de junho. Na média, foram 14.293 veículos por dia.

Ele afirmou ainda que os estoques de veículos terminaram o mês equivalentes a 18 dias de vendas. o mais baixo desde dezembro de 2007, quando equivaliam a 17 dias.

Para Schneider, a antecipação da compra por parte dos consumidores, inseguros sobre a prorrogação ou não do benefício fiscal, justifica o bom resultado do mês.

Já as exportações de veículos somaram US$ 610 milhões em junho, expansão de 1,5% em relação a maio deste ano (US$ 600,8 milhões) e queda de 52,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando atingiu US$ 1,288 bilhão.

O número de empregos nas montadoras registrou em junho queda de 0,7% em relação a maio, com fechamento de 866 vagas. Na comparação com junho de 2008, as empresas já demitiram 7.031.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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