Mantega rejeita nova redução do superávit primário
YGOR SALLES
da Folha Online
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rejeitou nesta segunda-feira que o governo federal reduzirá ainda mais a meta de superávit primário (economia do governo para pagar juros da dívida) para este ano. A meta atualmente é de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 3,8% no ano passado.
"O superávit primário deste ano será aquele que já foi anunciado por nós, de 2,5%. Estamos fazendo um superávit primário menor neste ano para poder fazer as medidas anticrise, que estão dando muito certo", disse o ministro após a cerimônia de posse do novo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, em São Paulo. "Em nenhum momento pensei em reduzir mais o [superávit] primário neste ano. Alguns andaram falando em primário zero. Isso não é verdade, não está correto."
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O governo federal já fez duas reduções na meta do superávit primário neste ano. O primeiro, de 3,8% para 3%, ocorreu no início do ano para acomodar as medidas anticrise. A segunda, de 3% para 2,5%, foi anunciada no mês passado, com a saída da Petrobras das contas do governo para a estatal ter mais fôlego nos seus investimentos.
Para poder equacionar as contas do governo à essa nova meta, Mantega disse que os ministérios terão que fazer "ajustes". Porém, esses cortes não poderão ocorrer nos programas prioritários de cada pasta. "Continuaremos reduzindo os gastos de custeio sem mexer nos programas prioritários do governo. O governo mantém o Bolsa-Família e todos os investimentos."
O ministro também negou que, apesar destes cortes, o reajuste salarial dos servidores públicos federais deverá ser mantido. "É o ministro Paulo Bernardo [Planejamento] que cuida disso, mas pelo que eu sei está mantido o reajuste que seria dado em julho", informou.
Sobre a situação das contas públicas devido à queda na arrecadação de impostos, o ministro reiterou que o país tem solidez fiscal --lembrando que, segundo as contas do FMI (Fundo Monetário Internacional), o Brasil será o país do G20 (grupo que reúne países responsáveis por 85% do PIB mundial) que terá o menor déficit nominal neste ano, "superando inclusive a China". "É inquestionável a solidez fiscal do país neste momento", disse.
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MAS ESTOU COM UM PÉ ATRAS, POIS CERTAMENTE TEMOS AQUI E EM OUTROS PAISES EMERGENTES, UMA BELA BOLHA NAS BOLSAS, NOS IMOVEIS, ETC.
PARECE QUE A ECONOMIA ESTA SENDO TOCADA NA BASE DE DINHEIRO EMPRESTADO, QUE LOGO PODE ESGOTAR-SE OU REDUNDAR EM CALOTES IMENSOS.
TB TEMOS QUE TORCER MUITO PARA QUE O MUNDO NAO SOFRA UMA RECAIDA TAO LOGO TERMINEM O FORNECIMENTO DOS ANALGESICOS (POLITICA MONETARIA E FINANCEIRA EXTREMAMENTE FROUXA), QUE ESTAO SENDO MINISTRADOS AO PACIENTE, AINDA NA UTI, E QUE SE RETIRADOS CAUSA A VOLTA DE FEBRE LÁ PELOS 42 GRAUS, SEGUIDAO DO COLAPSO TOTAL.
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