Preço do petróleo cai com incerteza sobre recuperação da economia global
da Folha Online
O preço do petróleo registra queda nesta segunda-feira, sob o efeito --como no caso dos mercados financeiros-- do aumento da desconfiança dos investidores sobre o ritmo da recuperação da economia global. Se a recuperação da recessão em curso for mais longa que o esperado, o mercado de energia --em particular o do petróleo-- pode permanecer fraco por um tempo também prolongado.
Às 13h47 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 64,20, em baixa de 3,79%. Até o horário, o preço máximo atingido pelo barril era de US$ 67,17 e o mínimo, US$ 63,40.
Desde o início deste mês o preço do petróleo na Nymex já acumula queda de 8%.
"As evidências recentes a respeito da economia dos EUA são terríveis. As notícias a respeito da Europa não são melhores", disse à agência de notícias AP (Associated Press) o economista Philip Verleger. "Isso sugere que o consumo de petróleo continuará em declínio por mais um ano."
No último dia 29, a IEA (Agência Internacional da Energia, na sigla em inglês) corrigiu para baixo suas perspectivas de consumo mundial de petróleo até 2014. Em um relatório, a agência informa que em nenhum caso se repetirá a situação de 2008, quando a capacidade de produção de petróleo era de apenas 3,1% superior à demanda, o que contribuiu muito para que o barril de chegasse a quase US$ 150.
No entanto, prevê que depois da diminuição do consumo que está acontecendo neste ano --a demanda ficará em 83,21 milhões de barris diários após os 85,76 milhões de 2008-- os números deverão se recuperar lentamente, e com elas voltará a diminuir a proporção de produção extra.
Os dados mais recentes a desanimar analistas e investidores foram os do mercado de trabalho na Europa e nos EUA. Na semana passada o governo americano informou que o país perdeu 467 mil postos de trabalho, e a taxa de desemprego chegou a 9,5%, contra 9,4% em maio. O dado superou o referente a maio, que mostrou a eliminação de 322 mil vagas (dado revisado para baixo; a leitura inicial era de perda de 345 mil).
A Eurostat --a agência europeia de estatísticas-- informou, por sua vez, que as vendas varejistas na zona do euro tiveram recuo de 0,4% em maio na comparação com o mês anterior. Em ritmo anual, as vendas em maio caíram 3,3%.
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Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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Outra coisa, acho bom ja irem pensando o que fazer com os restos das baterias, pois sabemos que são altamente poluentes, aí deixaremos de poluir o ar, para contaminar o solo, na minha opinião o problema da energia é muito complexo, vamos esperar pra ver e torcer para os cientistas que estão trabalhando com o acelerador de partículas conseguirem uma alternativa mais limpa e mais eficiente.
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