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Dinheiro
06/07/2009 - 15h36

Meirelles defende política monetária e descarta vulnerabilidade

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da Agência Brasil

O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira que o país segue fortalecido no enfrentamento da crise econômica internacional e descartou vulnerabilidades na condução da política monetária.

10 questões para entender o tremor na economia
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Em seminário realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, em Goiânia, transmitido ao vivo pela internet, Meirelles reforçou que as reservas internacionais, estimadas em US$ 208,7 bilhões, estão "fortes".

Meirelles classificou de "responsável" a política monetária do BC --no que se refere ao nível da taxa básica de juros, a Selic e os recursos disponíveis na economia-- e disse que ela está em linha com a política fiscal do Ministério da Fazenda (em relação à arrecadação de impostos e gastos), que reduziu tributos para estimular a atividade econômica.

Previsão de PIB

Segundo o presidente do BC, a economia brasileira estará crescendo a taxas "mais fortes", ao final deste ano, para que seja alcançada a projeção do BC de alta do PIB (Produto Interno Bruto), de 0,8% em 2009.

Ele lembrou que a projeção do BC diverge do mercado financeiro, que não espera por crescimento neste ano, mas retração de 0,50%. Há quatro semanas, a previsão de retração era maior: 0,71%.

Entretanto, segundo Meirelles, "às vezes, o mercado pode cometer erros de projeção", mas "houve correções importantes nos últimos dias".

Crédito

O presidente do BC afirmou ainda que a oferta de crédito, afetada pela crise, está gradualmente voltando ao normal no Brasil e o investimento estrangeiro no setor produtivo está crescendo.

Na palestra, Meirelles também relatou que, a partir de 2003, o BC "aplicou uma política de desinflação rápida da economia brasileira". Além disso, em 2008, o Brasil foi um dos poucos países do mundo que tiveram inflação dentro da meta estipulada, de acordo com ele.

Ele destacou que outros países entraram na crise muito dependentes da demanda externa, ou seja, das exportações, diferentemente do Brasil. Ele afirmou que o país "entrou nesta crise com uma demanda doméstica crescendo fortemente".

Commodity

O presidente do BC concluiu que o crescimento da China poderá sustentar a demanda por commodities (produtos primários com cotação internacional) porque aquele país está fazendo investimentos em infraestrutura e na criação de emprego doméstico.

Além disso, segundo Meirelles, a demanda por alimentos e óleo para biodiesel impulsiona o comércio global de soja. E o aumento da renda per capita em países populosos e de rápido crescimento impulsiona o comércio global de carnes.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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