Dinheiro
06/07/2009 - 16h28

Temores sobre demanda persistem e preço do petróleo recua

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da Folha Online

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira, com os operadores preocupados ante a persistente fraqueza da demanda pela matéria-prima.

Na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril para entrega em agosto encerrou cotado a US$ 64,05, em retração de 2,68%. Na sessão de hoje, a máxima foi de US$ 67,17 e a mínima, em US$ 63,40.

Na Europa, o preço do barril do petróleo brent do Mar do Norte recuou 2,10% nesta segunda-feira e fechou no menor valor das últimas cinco semanas, a US$ 64,05 na ICE (Bolsa Intercontinental de Futuros, na sigla em inglês).

No último dia 29, a IEA (Agência Internacional da Energia, na sigla em inglês) corrigiu para baixo suas perspectivas de consumo mundial de petróleo até 2014. Em um relatório, a agência informa que em nenhum caso se repetirá a situação de 2008, quando a capacidade de produção de petróleo era de apenas 3,1% superior à demanda, o que contribuiu muito para que o barril de chegasse a quase US$ 150.

No entanto, prevê que depois da diminuição do consumo que está acontecendo neste ano --a demanda ficará em 83,21 milhões de barris diários após os 85,76 milhões de 2008-- os números deverão se recuperar lentamente, e com elas voltará a diminuir a proporção de produção extra.

Desde a semana passada, tanto o brent quanto o petróleo cru acumulam perdas consideráveis devido aos dados negativos sobre o emprego nos Estados Unidos, que colocam em dúvidas quão próximo está o primeiro consumidor energético do mundo do fim da recessão.

O desemprego também avança na Europa, com taxa em 9,5% em maio na zona do euro, contra 9,3% em abril e 7,4% em maio do ano passado. Com isso, o desemprego neste grupo de países chegou ao nível mais alto desde maio de 1999.

Para evitar a volatilidade deste mercado, o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defenderam hoje pela volta do petróleo a um nível de preços "razoável". Brown assegurou que este tema deve ser debatido em conferências multilaterais com os países da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo) e com líderes do G8, que se reúne esta semana na Itália.

Com Efe, em Londres

Comentários dos leitores
Louis Fod (292) 06/11/2009 11h43
Louis Fod (292) 06/11/2009 11h43
Pre-sal é pre-eleitoral, masi uma propaganda enganosa.
Somente a nossa gasolina e o nosso jet fuel são de baixa qualidade. A gasolina tem muito álcool e tem muito enxofre. A querosene muito enxofre. Adulteram mais a gasolina do que o álcool... muito dessa percepção vem da capital de SP, solvente é adicionado. Enxofre reage com vapor de água e forma acido sulfúrico. O solvente degrada a borracha e forma acumulo nas velas de ignição... ou bicos injetores.
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O Pacificador (44) 06/11/2009 10h36
O Pacificador (44) 06/11/2009 10h36
"Brasil não sucumbirá à "maldição do petróleo", diz Lula..."
Nesse ponto, concordo com ele.
O Brasil, não chegará a este ponto...
Antes disso, se nada for feito, o Brasil sucumbirá á corrupção, e aos políticos inúteis que dia a dia acabam com todos os patrimônios nacionais.
Portanto, temos antes outras "maldições" maiores para nos preocuparmos.
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Carlos Pereira (2) 06/11/2009 08h10
Carlos Pereira (2) 06/11/2009 08h10
FALSO PARADIGMA! O modelo desenvolvimentista decadente e insustentável dos motores à explosão são uma herança do século 19 (1824), não faltam novas tecnologias. O que falta é uma revolução / transformação da sociedade que está direcionada por muitos falsos paradigmas, mentiras mesmo!, que são utilizadas para manipular a grande massa da população em benefício de uma minoria que detém a riqueza e esconde tecnologias, evita o progresso de projetos enriquecedores para a humanidade. Tudo por dinheiro!
A questão é : vamos detonar tudo por dinheiro?
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