Dinheiro
06/07/2009 - 20h20

Ministro diz que "afrouxada" no superávit primário gera corte menor no Orçamento

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse hoje que a retirada dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do superávit primário (economia do governo para pagar juros da dívida) ajudará o governo a realizar um corte menor no Orçamento deste ano.

Essa mudança vai representar um espaço de mais de R$ 6 bilhões para gastos do governo neste ano, quando a queda na arrecadação deve frustrar as receitas federais.

Somente no último bimestre, as receitas ficaram R$ 3 bilhões abaixo do projetado. Por isso, segundo o ministro, haverá um novo corte do Orçamento, que deve ser anunciado até o próximo dia 20. O valor do corte, no entanto, não vai chegar a esse patamar.

"Não haverá grandes cortes não. Do jeito que nós estamos tocando, vai ser aquele contingenciamento, talvez pequenas mudanças", afirmou o ministro.

O valor de R$ 6 bilhões é a diferença entre o investimento de cerca de R$ 21 bilhões previsto para o PAC neste ano e o valor do PPI (Projeto Piloto de Investimentos, que inclui obras classificadas de prioritárias para a infraestrutura). O governo já tinha autorização para excluir da meta de superávit o PPI, num total de R$ 15 bilhões.

"De fato, isso significa uma pequena afrouxada na forma como nós vamos trabalhar, até porque o PPI é menor que o PAC. Isso significa um fôlego para que nós não tenhamos de mexer muito nos outros parâmetros", afirmou o ministro.

De acordo com Bernardo, apenas uma recuperação das receitas no segundo semestre pode levar o governo a não utilizar esse recurso integralmente. "Se houver necessidade, nós vamos descontar. Se a receita melhorar, eu posso não descontar ou descontar apenas uma parcela do PAC."

Mantega

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, rejeitou que o governo federal reduzirá ainda mais a meta de superávit primário para este ano. A meta atualmente é de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 3,8% no ano passado.

"O superávit primário deste ano será aquele que já foi anunciado por nós, de 2,5%. Estamos fazendo um superávit primário menor neste ano para poder fazer as medidas anticrise, que estão dando muito certo", disse o ministro após a cerimônia de posse do novo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, em São Paulo. "Em nenhum momento pensei em reduzir mais o [superávit] primário neste ano. Alguns andaram falando em primário zero. Isso não é verdade, não está correto."

O governo federal já fez duas reduções na meta do superávit primário neste ano. O primeiro, de 3,8% para 3%, ocorreu no início do ano para acomodar as medidas anticrise. A segunda, de 3% para 2,5%, foi anunciada no mês passado, com a saída da Petrobras das contas do governo para a estatal ter mais fôlego nos seus investimentos.

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (1928) 21/11/2009 14h22
Alcides Emanuelli (1928) 21/11/2009 14h22
E o um milhão de casas populares que ele ia criar!
E o fim da violência no Rio de Janeiro que ele disse que iria acabar!
Tem ainda o bolsa familia que ele diz que não é assistencialista, situação paleativa, que gasta muito para proteger o Ocio das pessoas, um vicio igual ou pior que as drogas ilicitas.
Ele fala em criar tantos milhões disso, tantos milhões daquilo, fala que mensalão nunca existiu que foi formatado pela Esquerda, que hoje é oposição, porque ele e seu bando são ultra direita, um poder totalitário absolutista onde o despota todos nós sabemos quem é!
Ele fala em criar um milhão disso e daquilos, e o Roberto Carlos canta para o povo que quer ter um milhão de amigos, para mais forte poder cantar.
Agora vamos ver o Lula ter um milhão de amigos, e criando esses empregos a politica para realizar seus ditos, é a seguinte:
Transforma o Bolsa familia que dá dinheiro em dar o mesmo valor em distribuição de alimentos.
Com essa transformação vai ter que fazer convenios com Super mercados, atacados, estimular a criação do sistema de coperativismo em muitas regiões do Brasil.
Seu Lula imaginem o que poderia ser feito se mudasse a lei, em vez de dinheiro o alimento a roupa.
Imaginem que bom seria todos essas crianças nas escolas esses beneficios para familia com até dois filhos e até os 14 anos de idade, pensem nisso enquanto ainda podemos ver algum pouco de esperança.
Nada disso é feito o dinheiro e dada para qualquer fim, a compra de armas para assaltarem e drogas!
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Eduardo Giorgini (414) 21/11/2009 09h46
Eduardo Giorgini (414) 21/11/2009 09h46
Sergio Barbosa, não diga besteiras!
Obviamente, regiões mais ricas e industrializados são mais vulneráveis à crises e quanto mais pobres, manos vulneráveis e SP continua a ser o motor da economia brasileira, com as melhores universidades do país e empresas de ponta.
O que diria da crise no sertão nordestino? Seria a "estabilidade" economica ali fruto do trabalho do governador? Creio que não.
E também, o Brasil é um país grande e deveria ter investimentos em outras regiões, pois SP está saturado.
Se analisar, o Estado de São Paulo é a melhor região em pesquisas, infraestrutura e desenvolvimento.
Temos problemas em saúde e educação, como todos os estados do Brasil.
[]s
Eduardo
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Francisco Silva (326) 21/11/2009 05h57
Francisco Silva (326) 21/11/2009 05h57
ué agora Lula recomenda o PROER?
Afinal dizer que Bush teria evitado a crise se tivesse ajudado ao Lehman Brothers é exatamente o PROER.
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