Bolsas europeias seguem piora nos índices em NY e fecham em baixa
da Folha Online
As Bolsas europeias fecharam em baixa nesta quarta-feira, puxada para baixo com as perdas nos papéis do setor financeiro, de petrolíferas e montadoras. A piora no humor dos investidores nos Estados Unidos acabou por afetar os negócios na Europa no fim da sessão.
A Bolsa de Londres fechou em baixa de 1,12% no índice FTSE 100, indo para 4.140,23 pontos; a Bolsa de Paris caiu 1,27% no índice CAC 40, para 3.009,71 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 0,56% no índice DAX, indo para 4.572,65 pontos; a Bolsa de Madri caiu 1,75%, ficando com 973,50 pontos no índice Madrid General; e a Bolsa de Zurique caiu 0,75%, com 5.289,39 pontos no índice Swiss Market.
No setor financeiro, as maiores perdas foram as registradas nas ações dos bancos HSBC, BNP Paribas, KBC Groep e UBS. No setor petrolífero as que mais perderam foram as da BP (British Petroleum) e da Royal Dutch Shell.
Hoje a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) previu que a demanda mundial de petróleo se recuperará apenas em 2011 da contração que sofre devido à crise econômica e que alcançará, em tal ano, os mesmos níveis de 2008 e, um ano depois, se prevê o primeiro aumento líquido da demanda desde a explosão da crise.
No EUA, as Bolsas abriram com movimento positivo, mas passaram a cair. Os investidores aguardam a divulgação do balanço trimestral da Alcoa, que vai abrir a temporada de divulgações de balanços. "[O balanço da Alcoa] vai dar uma indicação sobre se estamos saindo da letargia para mais recuperação ou se vamos cair de novo", disse à agência de notícias AP (Associated Press) o diretor de investimentos da Cornerstone Wealth Management, Doug Lockwood.
A expectativa dos analistas para o balanço da Alcoa é de uma perda de US$ 0,38 por ação. No mesmo período de 2008, a empresa teve um lucro de US$ 0,66, com um lucro de US$ 7,6 bilhões.
A preocupação dos investidores sobre o ritmo da economia global voltou a pesar sobre os negócios desde a semana passada, com a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho, nos EUA e na Europa. A economia dos Estados Unidos perdeu 467 mil postos de trabalho em junho, enquanto a taxa de desemprego chegou a 9,5%, mesma taxa vista em agosto de 1983, contra 9,4% em maio.
Já na zona do euro o desemprego ficou em 9,5% em maio, contra 9,3% em abril e 7,4% em maio do ano passado --nível mais alto desde maio de 1999. Na UE (União Europeia), a taxa de desemprego ficou em 8,9% em maio, ante 8,7% em abril e 6,8% no mesmo mês de 2008. Foi o ponto mais alto desde junho de 2005.
Entre as montadoras, as ações que mais perderam foram as da Renault e da Peugeot.
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