Bolsas em NY caem com preço do petróleo e relatório do FMI
da Folha Online
As Bolsas americanas operam em baixa, após uma abertura positiva nesta quarta-feira. A queda nos preços das commodities, em particular do petróleo, e a divulgação das revisões nas expectativas do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a economia global afetaram o humor dos investidores.
Às 13h44 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em baixa de 0,68%, indo para 8.108,05 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 subia 1,11%, para 871,23 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 0,93%, indo para 1.729,98 pontos.
Hoje a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) previu que a demanda mundial de petróleo se recuperará apenas em 2011 da contração que sofre devido à crise econômica e que alcançará, em tal ano, os mesmos níveis de 2008 e, um ano depois, se prevê o primeiro aumento líquido da demanda desde a explosão da crise.
Além disso, o FMI elevou a previsão de crescimento mundial para 2010, mas reduziu ainda mais a previsão de recuo do PIB (Produto Interno Bruto) global para este ano. A entidade prevê uma contração de 1,4% para o PIB global em 2009 --na leitura de abril a previsão era de queda de 0,1%. Já para 2010, aumentou em 0,6 ponto percentual, para um crescimento de 2,5%.
Na opinião do FMI, a prioridade para a retomada da economia mundial deve ser "restabelecer a saúde do setor financeiro", que dá mostras de recuperação graças, principalmente, à intervenção pública. Os governos devem continuar apoiando a economia, destacou, mas já devem pensar em como suspenderão as medidas de estímulo.
Segundo analistas, a recuperação da economia global está em curso --os investidores precisam apenas ser mais realistas quanto ao ritmo dessa recuperação. "Ao menos no primeiro ano da recuperação vamos ver um crescimento bem fraco (...) A mensagem é para ser paciente", disse à agência de notícias AP (Associated Press) o economista-chefe do CIBC World Markets, Avery Shenfeld.
Os investidores ainda aguardam a divulgação do balanço trimestral da Alcoa, que vai abrir a temporada de divulgações de balanços.
Além disso, o Fed (Federal Reserve, o BC americano) deve divulgar hoje seu relatório sobre crédito ao consumidor referente a maio; a expectativa dos analistas é de uma queda de US$ 9,5 bilhões em relação a abril.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
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O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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