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Dinheiro
08/07/2009 - 15h08

Sociedades civis veem Brasil como exemplo anticrise à União Europeia

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da Agência Lusa, em Bruxelas

A postura e a experiência brasileira no combate à crise são um exemplo a ser copiado pela União Europeia, concordaram nesta quarta-feira em Bruxelas representantes das sociedades civis dos dois lados do Atlântico.

A crise econômica internacional e o combate às alterações climáticas foram os grandes temas da primeira "mesa redonda da sociedade civil UE-Brasil", realizada entre terça-feira e hoje em Bruxelas, no quadro da parceria estratégica entre as partes lançada há dois anos em Lisboa, e que juntou representantes do Comitê Econômico e Social Europeu e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil.

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No final dos trabalhos, Paulo Simão, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil, frisou, em declarações à Agência Lusa, a "convergência de pontos de vista muito grande" entre as partes, admitindo que, no caso específico da resposta à crise, se invertem um pouco os papéis, já que tradicionalmente é a Europa a "exportar" boas práticas para os países terceiros, mas, neste caso, pode aprender com a "experiência" do Brasil.

"O Brasil viveu muitas crises nos últimos 20 anos e aprendemos a conviver com elas, enquanto a comunidade europeia está a confrontar-se com aquela que será possivelmente a sua primeira grande crise. Por termos uma maior experiência em crises, conseguimos sair mais rapidamente dela, e por isso o Brasil está a exportar uma série de boas práticas", apontou.

Sustentando que "a experiência brasileira pode servir de exemplo para a comunidade europeia", Paulo Simão defendeu que "no Brasil a crise já está bastante atenuada", sobretudo devido a duas medidas em que a Europa se pode inspirar.

Essas medidas foram uma transferência forçada de rendimentos, através do "Bolsa Família", para 20 milhões de famílias brasileiras, e houve um aumento do salário mínimo, o que "permitiu que o mercado interno brasileiro ficasse mais protegido".

O responsável do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil adiantou que ficou desde já agendada uma segunda reunião para dezembro, "para aprofundar" estas experiências brasileiras, estando em discussão a possível elaboração de um "manual de boas práticas econômicas, fiscais e sobretudo sociais", inspirado na experiência brasileira.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (59) 23/12/2009 10h27
Alziro Ribeiro da Silva (59) 23/12/2009 10h27
BRASILEIRO PAGA MUITO IMPOSTOS, PAGA TANTO E MAIORIA DELES NÃO SABEM O PORQUÊ PAGAM, RETORNO? NADA, ESTRADAS SAUDE EDUCAÇAO RUIS, BURACRACIAS E SERVIDORES INCONTENTENTES. sem opinião
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Lissinho Fiod Junior (110) 22/12/2009 19h03
Lissinho Fiod Junior (110) 22/12/2009 19h03
" Eram BURROS ..., os Economistas "
1) Quanto mais Dinheiro girando, maior a Economia do País.
2) Quanto mais dinheiro nas mãos do Pobre, mais Ele gasta e o Rico agradece.
3) Quanto mais o Povo gasta, mais o Governo arrecada.
4) Salário Mínimo R$ 850,00, se acabar com a CLT tudo bem.
Conclusão:
- Recessão é a maior burrice que um Governo pode implantar.
- O Lula sem querer acertou, Ele dá R$ 100,00 e recupera R$ 50,00 dos Pobres, e R$ 50,00 dos Empresários, não perde nada.
- Viva o Lula ..., reinventou a Economia Global, não tivemos Crise !!!
(Parabéns de Verdade, o Povo tem que Gastar e viver bem, o Empresário agradece, recessão nunca mais !!!)
2 opiniões
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JOSE MOTTA (82) 22/12/2009 19h00
JOSE MOTTA (82) 22/12/2009 19h00
OS LULISTAS JÁ FALAM EM QUINTA ECONOMIA DO MUNDO MAS NÃO DIZEM PARA QUEM. DÁ PARA IMAGINAR, OS 5 % OU MENOS DA POPULAÇÃO. PODE SER A PRIMEIRA ECONOMIA, MAS COM INDICE DE MISERABILIDADE E CULTURA BAIXA (MAIORIA) DA POPULAÇÃO VAMOS CONTINUAR NO TERCEIRO E QUARTO MUNDO 1 opinião
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