Dinheiro
08/07/2009 - 16h06

Queda no preço de alimentos em 2009 não compensa altas anteriores

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Os preços de alimentos fundamentais na mesa do brasileiro, como arroz e feijão, vem despencando ao longo deste ano, mas a queda ainda não foi suficiente para compensar as fortes altas observadas no ano passado, conforme revelam dados divulgados no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De janeiro a junho, o feijão tem a queda mais significativa, com deflação de 35,20%. Ao mesmo tempo, o produto vinha apresentando seguidas altas nos últimos anos. Em 2007, ficou 39,02% mais caro; no ano passado, a alta do feijão chegou a 65,48%.

"O preço de muitos alimentos está caindo, mas se formos olhar para trás, houve aumentos muito significativos. Por isso que muitas vezes, o consumidor não tem a sensação de que alguns produtos estão em queda. Não houve uma compensação das altas passadas, muitos produtos ficaram mais caros", afirmou a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos.

O arroz não fica muito atrás. No primeiro semestre, registra deflação de 11,38%, ante uma alta de 33,95% ao longo do ano passado. No caso da carnes, depois de altas seguidas em 2007 (8,20%) e 2008 (0,44%), o produto está 4,94% mais barato ao longo de 2009.

Produto cuja alta tem o maior impacto na inflação em 2009, o leite vem tendo a trajetória de alta acentuada. De janeiro a junho, subiu 28,88%. Somente em junho, teve inflação de 12,10%, o que representou cerca de 40% da alta de 0,36% do IPCA, no mês. Depois de cair 7,46% em 2005, o preço do leite fechou 2006 (3,40%), 2007 (16,87%) e 2008 (4,89%) em alta.

"A alta do leite acontece pelo período de entressafra. Desde o início do ano os preços vêm subindo com uma velocidade muito grande. A causa é exatamente a entressafra e se fala também em algum aumento de demanda do ponto de vista externo", explicou Eulina.

A "[alta do leite]": nos seis primeiros meses de 2009 supera as variações observadas ao longo dos anos anteriores, desde o início do Plano Real, se observados os 12 meses. A maior inflação para o produto foi constatada em 2002, quando a alta chegou a 22,73%.

Entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, Curitiba tem a maior inflação no primeiro semestre, com alta de 3,09%. Logo abaixo vem Belo Horizonte (2,95%), Belém e Rio de Janeiro (ambas com 2,84%), Salvador (2,73%), Porto Alegre (2,49%) e Recife (2,48%).

As menores taxas foram observadas em Fortaleza (2,18%), Brasília e Goiânia (ambas com 2,21%) e São Paulo (2,32%).

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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