Queda no preço de alimentos em 2009 não compensa altas anteriores
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Os preços de alimentos fundamentais na mesa do brasileiro, como arroz e feijão, vem despencando ao longo deste ano, mas a queda ainda não foi suficiente para compensar as fortes altas observadas no ano passado, conforme revelam dados divulgados no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De janeiro a junho, o feijão tem a queda mais significativa, com deflação de 35,20%. Ao mesmo tempo, o produto vinha apresentando seguidas altas nos últimos anos. Em 2007, ficou 39,02% mais caro; no ano passado, a alta do feijão chegou a 65,48%.
"O preço de muitos alimentos está caindo, mas se formos olhar para trás, houve aumentos muito significativos. Por isso que muitas vezes, o consumidor não tem a sensação de que alguns produtos estão em queda. Não houve uma compensação das altas passadas, muitos produtos ficaram mais caros", afirmou a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos.
O arroz não fica muito atrás. No primeiro semestre, registra deflação de 11,38%, ante uma alta de 33,95% ao longo do ano passado. No caso da carnes, depois de altas seguidas em 2007 (8,20%) e 2008 (0,44%), o produto está 4,94% mais barato ao longo de 2009.
Produto cuja alta tem o maior impacto na inflação em 2009, o leite vem tendo a trajetória de alta acentuada. De janeiro a junho, subiu 28,88%. Somente em junho, teve inflação de 12,10%, o que representou cerca de 40% da alta de 0,36% do IPCA, no mês. Depois de cair 7,46% em 2005, o preço do leite fechou 2006 (3,40%), 2007 (16,87%) e 2008 (4,89%) em alta.
"A alta do leite acontece pelo período de entressafra. Desde o início do ano os preços vêm subindo com uma velocidade muito grande. A causa é exatamente a entressafra e se fala também em algum aumento de demanda do ponto de vista externo", explicou Eulina.
A "[alta do leite]": nos seis primeiros meses de 2009 supera as variações observadas ao longo dos anos anteriores, desde o início do Plano Real, se observados os 12 meses. A maior inflação para o produto foi constatada em 2002, quando a alta chegou a 22,73%.
Entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, Curitiba tem a maior inflação no primeiro semestre, com alta de 3,09%. Logo abaixo vem Belo Horizonte (2,95%), Belém e Rio de Janeiro (ambas com 2,84%), Salvador (2,73%), Porto Alegre (2,49%) e Recife (2,48%).
As menores taxas foram observadas em Fortaleza (2,18%), Brasília e Goiânia (ambas com 2,21%) e São Paulo (2,32%).
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Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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