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Dinheiro
08/07/2009 - 17h05

Emergentes pedem ao G8 que cumpram promessa e cedam parte do poder

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da France Presse, em Áquila (Itália)

O grupo dos 5 principais países emergentes, o G5, pediu nesta quarta-feira às potências do G8 (grupo dos sete maiores economias do mundo e a Rússia) que cumpram com os compromissos contraídos em Londres, em abril passado, para facilitar o crédito e impedir práticas protecionistas, e cedam espaços de poder nas instituições financeiras internacionais.

"É importante acertar medidas, mas é mais importante cumprir com as promessas acertadas', afirmou o presidente mexicano, Felipe Calderón, em coletiva de imprensa junto com os demais líderes do G5 que se reuniam em Áquila, centro da Itália, antes do encontro que os dois grupos de países manterão nesta quinta-feira.

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O G5 é formado pela China, Índia, Brasil, México e África do Sul. O G8 pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia.

Calderón insistiu que o grupo dos países ricos devem cumprir com os compromissos que o G20 (integrado por ambos os grupos e por outras potências regionais como a Arábia Saudita e Nigéria) assumiu na cúpula que realizou em abril, em Londres, para buscar respostas coordenadas para a crise econômica mundial.

"Estamos preocupados com a canalização de recursos para estabelecer o crédito internacional, particularmente nos países em desenvolvimento, onde o crédito e o investimento foram particularmente reduzidos pela crise", afirmou o presidente mexicano, cujo país se viu particularmente atingido pela recessão nos Estados Unidos.

Ele também expressou sua preocupação com o surgimento de práticas protecionistas, que dificultam a recuperação, mas não deu exemplos concretos.

Uma declaração do G5 pede, além disso, que cumpra com o compromisso de dar representação adequada aos países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais, uma questão "urgentemente necessária".

O presidente sul-africano Jacob Zuma, insistiu, na coletiva, numa "reforma mais rápida das instituições de Bretton Woods para assegurar a representação dos países em desenvolvimento".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, expressou seu receio de que alguns países ricos estejam esperando que "a crise acabe sozinha para, no final das contas, nada mudar".

Lula e Calderón aproveitaram o encontro do G5 para condenar o golpe de Estado em Honduras e concordaram em trabalhar "para fortalecer a unidade latino-americana", segundo um comunicado da presidência mexicana.

'Lula e Calderón condenaram o golpe de Estado em Honduras e concordaram que o México e o Brasil trabalhem de maneira conjunta para fortalecer a unidade latino-americana e formar uma região de respeito às instituições, de desenvolvimento econômico e de estabilidade social e política", assinala o comunicado difundido depois de uma reunião dos presidentes.

Os dois presidentes também destacaram "a relevância do G5 e seu potencial como foro das economias emergentes".

Além disso, Lula e Calderón "trocaram pontos de vista sobre a crise econômica internacional e a relevância de que os países em desenvolvimento assumam uma maior participação na governança financeira global".

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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