Dinheiro
09/07/2009 - 08h32

Acordo no Cade permite que Perdigão injete capital na Sadia

Publicidade

da Folha de S.Paulo, em Brasília

Acordo fechado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai permitir que a Perdigão faça uma injeção de capital ou renegocie dívidas com os credores da Sadia, mesmo antes de aprovada a fusão entre as duas empresas.

O entendimento entre o órgão de defesa da concorrência e as duas antigas competidoras foi assinado anteontem e oficializado ontem pelo plenário do Cade.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

As duas empresas poderão colocar em prática as medidas que julgarem necessárias para fazer uma reestruturação financeira da Sadia, desde que mantenham suas operações separadas até que o caso seja julgado definitivamente, o que ainda não tem data para ocorrer.

Essa autorização difere de todos os outros acordos semelhantes feitos pelo Cade em grandes fusões. Normalmente, o órgão determina que as empresas continuem funcionando separadamente até que a operação seja julgada em definitivo.

Nesse caso, a preocupação é com a situação financeira da Sadia, abalada depois das perdas bilionárias no mercado de câmbio. No ano passado, a companhia teve prejuízo de R$ 2,6 bilhões.

No acordo oficializado ontem, as duas empresas se comprometeram a não fechar fábricas nem fazer demissões em massa. Informações consideradas estratégicas não poderão ser compartilhadas. Executivos da Perdigão também estão proibidos de participar de decisões na Sadia, e vice-versa.

Comentários dos leitores
Marcos Luiz (1) 14/08/2009 20h56
Marcos Luiz (1) 14/08/2009 20h56
Uma pena a falta de apoio às empresas nacionais. Qualquer movimento efetuado pelas empresas em outro país é considerado como atitude inteligente, aqui partimos do princípio que se trata de burla, de picaretagem.
Os empreendedores brasileiros deveriam de fechar suas empresas e viverem de investimentos no mercado financeiro, pois aqui pagamos bem por dinheiro especulativo. Agora, dinheiro de risco, dinheiro para investimento produtivo é taxado pela sociedade como uma "cambada de aproveitadores". Pobre Brasil!
sem opinião
avalie fechar
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h53
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h53
Todos criticam esta fusão, porem ninguem comenta o risco iminente de uma empresa com capital estrangeiro tambem ter feito uma oferta para a compra da Sadia.
A fusão é importante, porque o capital da BRF continua 100% nacional, uma evetual quebra da Sadia colocaria na rua algo em torno de 60.000 trabalhadores
É de conhecimento público, que a Perdigão tem uma administração austera, e sucessivamente tem alcançado crescimento nos últimos anos.
A Batavo incorporada pela Perdigão há alguns anos, cresceu consideravelmente seu faturamento nos últimos anos, onde foram criados novos postos de trabalho, contrariando os comentários de especialistas a época, que davam conta de demissões.
O páis ganha com esta nova empresa que será um dos maiores players no setor, é evidente que haverá ganhos de escala e logística no processo e acredito que a participação da BRF, no mercado de derivados de lácteos refrigerados (iogurtes e afins) deve crescer, hoje este mercado é dominado por duas multinacionais. sem opinião
6 opiniões
avalie fechar
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h23
VANDERLEI DA COSTA VALÉRIO (2) 10/07/2009 14h23
Todos criticam esta fusão, porem ninguem comenta o risco iminente de uma empresa com capital estrangeiro tambem ter feito uma oferta para a compra da Sadia.
A fusão é importante, porque o capital da BRF continua 100% nacional, uma evetual quebra da Sadia colocaria na rua algo em torno de 60.000 trabalhadores
É de conhecimento público, que a Perdigão tem uma administração austera, e sucessivamente tem alcançado crescimento nos últimos anos.
A Batavo incorporada pela Perdigão há alguns anos, cresceu consideravelmente seu faturamento nos últimos anos, onde forão criados novos postos de trabalho, contrariando os comentários de especialistas a época, que davam conta de demissões.
O páis ganha com esta nova empresa que será uma dos maiores players no setor, é evidente que haverá ganhos de escala e logística no processo e acredito que a participação da BRF, no mercado de derivados de lácteos refrigerados (iogurtes e afins) deve crescer, hoje este mercado é dominado por duas multinacionais.
4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (40)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca