Dinheiro
09/07/2009 - 14h07

Cinco empresas brasileiras entram na lista de 500 maiores do mundo

Publicidade

da Folha Online

Cinco empresas brasileiras entraram na lista de 500 maiores companhias do mundo elaborada pela revista americana "Fortune", que foi divulgada nesta quinta-feira.

A tradicional lista consolidou a queda do setor bancário, duramente atingido pela crise financeira global, e marcou o domínio das petrolíferas --estão no setor sete das dez maiores empresas por receitas e as seis primeiras colocadas por lucro líquido. É deste setor também a nova líder, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

Petrobras, Vale, Itaúsa (holding de participações do banco Itaú), Bradesco e Banco do Brasil apareceram na lista, que usa como critério de classificação as receitas globais das empresas no ano passado.

As cinco empresas brasileiras que estão no ranking deste ano também estavam na lista de 2008 --a Itaúsa entrou no lugar do banco Itaú, já que ela agora é uma das controladoras e principal acionista do Itaú-Unibanco.

A Petrobras ficou em 34º no ranking, com receitas de US$ 118,257 bilhões. O Bradesco é a segunda brasileira, na 148ª posição, seguido de perto pela Itaúsa (149º) e pelo Banco do Brasil (174º). A mineradora Vale fecha a participação das empresas brasileiras na 205ª posição.

Petróleo

O alto preço do petróleo em boa parte do ano passado fez com que as empresas petrolíferas passassem à liderança do ranking global, superando a gigante varejista americana Wal-Mart --a primeira colocada nos dois últimos anos. Das dez primeiras colocadas, sete são do setor.

A primeira colocada foi a petrolífera anglo-holandesa Royal Dutch Shell, com faturamento de US$ 458,361 bilhões no ano passado. Em segundo veio sua principal concorrente, a americana Exxon Mobil, com receitas de US$ 442,851 bilhões.

O Wal-Mart caiu duas posições e agora está na terceira colocação (US$ 405,607 bilhões), seguido por mais quatro petrolíferas: a britânica BP (US$ 367,053 bilhões), a americana Chevron (US$ 263,159 bilhões), a francesa Total (US$ 234,674 bilhões) e a americana ConocoPhillips (US$ 230,764 bilhões).

Completam as dez primeiras colocações no ranking global a seguradora holandesa ING, a petrolífera chinesa Sinopec e a montadora japonesa Toyota.

O setor bancário, que tinha grande destaque nos rankings dos anos anteriores, despencou após a crise financeira global. Depois da ING, aparece uma empresa do setor apenas na 16ª colocação, com a belga Dexia. O Bank of America é o primeiro banco americano que aparece na lista, apenas na 37ª colocação.

Lucro

No ranking por lucro no ano passado, as petrolíferas também lideraram com folga: as seis primeiras colocações foram do setor, com a Petrobras figurando entre elas.

O maior lucro foi da ExxonMobil (US$ 45,22 bilhões), seguidos pela russa Gazprom (US$ 29,864 bilhões), a Shell (US$ 26,277 bilhões), a Chevron (US$ 23,931 bilhões), BP (US$ 21,157 bilhões) e Petrobras (US$ 18,879 bilhões).

Confira a lista das 20 maiores empresas do mundo por receitas

Empresa - País - Setor - Faturamento

  1. Royal Dutch Shell - Holanda - Petróleo & Gás - US$ 458,361 bilhões
  2. Exxon Mobil - Estados Unidos - Petróleo & Gás - US$ 442,851 bilhões
  3. Wal-Mart - Estados Unidos - Comércio - US$ 405,607 bilhões
  4. BP - Reino Unido - Petróleo & Gás - US$ 367,053 bilhões
  5. Chevron - Estados Unidos - Petróleo & Gás - US$ 263,159 bilhões
  6. Total - França - Petróleo & Gás - US$ 234,674 bilhões
  7. ConocoPhillips - Estados Unidos - Petróleo & Gás - US$ 230,764 bilhões
  8. ING - Holanda - Financeiro - US$ 226,577 bilhões
  9. Sinopec - China - Petróleo & Gás - US$ 207,814 bilhões
  10. Toyota - Japão - Automotivo - US$ 204,352 bilhões
  11. Japan Post Holdings - Japão - Transportes - US$ 198,7 bilhões
  12. General Eletric - Estados Unidos - Diversos - US$ 183,207 bilhões
  13. China National Petroleum - China - Petróleo & Gás - US$ 181,123 bilhões
  14. Volkswagen - Alemanha - Automotivo - US$ 166,579 bilhões
  15. State Grid - China - Energia elétrica - US$ 164,136 bilhões
  16. Dexia Group - Bélgica - Financeiro - US$ 161,269 bilhões
  17. ENI - Itália - Petróleo & Gás - US$ 159,348 bilhões
  18. General Motors - Estados Unidos - Automotivo - US$ 148,979 bilhões
  19. Ford - Estados Unidos - Automotivo - US$ 146,277 bilhões
  20. Allianz - Alemanha - Financeiro - US$ 142,395 bilhões
Comentários dos leitores
Cassio Tavares (521) 06/11/2009 20h29
Cassio Tavares (521) 06/11/2009 20h29
tudo que escrevi aqui em resposta ao José Motta é facilmente comprovado. Revista Veja, edição de 06.08.2.008 sobre o sucesso da nossa economia é só abrir e conferir ou na edição recente cuja capa é O MUNDDO APÓS A CRISE. A Segurança pública em São Paulo, basta ler o último balanço da Secretaria de Segurança Pública sobre a criminalidade. Sobre a educação é só procurar saber o resultado do último teste aplicado aos alunos da educação básica e em que lugar ficaram os alunos do estado de São Paulo. E não adianta chiar. Mas se quizerem pode também, mas não vão mudar verdades incomntestáveis. Podem chiar à vontade. Quanto a estrelinhas estou pouco somando, porque aqui só publico verdades, que não deixarão de ser verdades só porque meia dúzia de gatos pingados não as querem aceitar por puro preconceito político. Para esses, se Lula fosse diplomado em universidade, nascido em São Paulo seriam só palmas. Mas como diz o provérbio chinês : CONHECIMENTO SE ADQUIRE NA ESCOLA. SABEDORIA E EXPERIENCIA É COM A VIDA. sem opinião
avalie fechar
Cassio Tavares (521) 06/11/2009 17h52
Cassio Tavares (521) 06/11/2009 17h52
Eu só coloco aqui no forum fatos comprovados, publicados pelo governo do Sr. Fernando Henrique e não opiniões carregadas de colorações partidárias. Portanto aqueles que não concordam, não é comigo não, esses não concordam com VERDADES amplamente já divulgadas não só pelo próprio governo anterior baseadas em informações dos diversos ministérios. Verdades serão sempre verdades, não importando se alguns as aceitam ou não. Ou seja, são verdades irrefutáveis como a compra de votos denunciada pelos Senadores Alvaro Dias, Osmar Dias ( seu irmão ) e Pedro Simon.
O governo anterior entregou a economia assim :
1 - Inflação - 11,98%. Hoje - 4,35%
2 - Taxa Selic - 25,2% Hoje - 8,75%
3 - Dívida pública mobiliária - 57,6% Hoje - 44,1%
4 - Dívida externa : 223 bilhões de dólares e 18 bilhões em caixa, emprestados pelo FMI.
Dívida externa hoje : 193 bilhões de dólares e 233 bilhões em caixa. Ou seja, não devemos mais nada aos bancos internacionais e ao FMI.
Essas são apenas algumas das verdades IRREFUTÁVEIS, queiram ou não.
1 opinião
avalie fechar
maria luisa santos (1) 03/11/2009 23h43
maria luisa santos (1) 03/11/2009 23h43
gostei do comentários do ISAIAS 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4251)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca