Preços ao produtor no Japão têm maior queda em quase 50 anos
da Efe, em Tóquio
Os preços ao produtor no Japão caíram 6,6% em junho na comparação com o mesmo período de 2008. A queda é a maior desde 1960, quando o Banco do Japão (o banco central do país) começou a compilar os dados, informa a instituição nesta sexta-feira.
O relatório preliminar do banco mostra que no mês passado os preços ficaram em 102,6 pontos frente a uma base de cem pontos, estabelecida em 2005.
A queda registrada em junho seguiu ao recuo de 5,4% de maio e de 3,8% de abril, e é a maior que a prevista por analistas ouvidos pela agência de notícias Kyodo --que esperavam uma queda de 6,3 %.
Para o banco, o recuo se deve à queda do preço do petróleo, que arrastou também o valor dos materiais siderúrgicos, e à frágil demanda dos fabricantes japoneses. O preço do petróleo e do carvão caiu 41,7%, os metais não ferrosos ficaram 29,1% mais baratos e os produtos de ferro e aço foram vendidos a um preço 9,3% inferior ao de junho do ano passado.
A última queda dos preços ao produtor confirma o ritmo inflacionário adotado pela economia japonesa, reforçado também recentemente pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que caiu em maio 1,1%.
No mês passado, o Banco do Japão anunciou que manterá inalterada sua taxa de juros em 0,1% ao ano --um dos menores patamares do mundo.
A economia japonesa está em recessão desde o terceiro trimestre de 2008. No primeiro trimestre de 2009, o PIB (Produto Interno Bruto) do país caiu 14,2%, segundo dados revisados pelo governo, a maior desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45).
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