Poço seco pode levar governo a rever planos para o pré-sal
PEDRO SOARES
da Folha de S.Paulo, no Rio
Tida como um bilhete premiado tirado pelo Brasil e pela Petrobras, a descoberta do pré-sal da bacia de Santos sofreu um revés nesta semana com o anúncio do consórcio liderado pela Exxon de um poço seco, o primeiro onde não foi encontrado óleo na nova e ainda promissora província petrolífera.
Para especialistas, a notícia serviu para dar um "choque de realidade" tanto no governo como na Petrobras e levará certamente a um redesenho das propostas em análise para o novo marco regulatório do setor, que estava prestes a ser anunciado.
"O furo seco mostrou que o risco do pré-sal não é zero, como apregoava o governo, que vendeu a ideia com estardalhaço de que as reservas serviriam para suprir todo o mundo de petróleo e quitar a dívida social do país. Agora, vimos que o pré-sal não é um bilhete premiado, mas também não é uma porcaria", diz Adriano Pires, da consultoria CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).
Até o insucesso de Guarani (área perfurada pela Exxon), o pré-sal era disparadamente a mais promissora região exploratória do mundo. É que havia sido encontrado óleo em todos os poços perfurados até então.
Na própria área de concessão de Guarani, o bloco BMS-22, o consórcio (que conta ainda com Amerada Hess, 40%, e Petrobras, 20%) obteve sucesso e descobriu a reserva de Azulão.
Cassino
Para David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP, o "anormal" era a taxa de sucesso de 100% do pré-sal, e não o poço seco, algo comum. O geólogo Giuseppe Bacoccoli, pesquisador da Coppe-UFRJ, diz que o índice na bacia de Santos é de 20%. Ou seja, em 80% dos poços não é achado petróleo em volumes comerciais.
"Furar e não dar nada é a vida do setor, que é um cassino, no qual o crupiê é a natureza. O pré-sal era algo espantoso, mas se viu que nem tanto como se pensava. Mas ainda é uma reserva muito importante, muito promissora", diz Zylbersztajn.
Na visão de Pires, o governo fez "um estardalhaço" em torno das descobertas do pré-sal e o mercado embarcou.
Ele cita as previsões "astronômicas" de bancos de reservas de 80 bilhões de barris e de investimentos de US$ 1 trilhão. Agora, bancos já dizem que o consórcio reduzirá investimentos de US$ 17 bilhões para US$ 5 bilhões diante do fracasso de Guarani.
Para os especialistas, porém, o setor volta à realidade, mas não deve colocar o pé no freio. "Se o governo fizer um leilão de áreas do pré-sal, será um sucesso", aposta Zylbersztajn.
Os três dizem, porém, que o poço seco --que chegou a custar US$ 200 milhões, segundo estimativas do setor-- coloca o debate em torno do novo modelo num novo patamar. Para eles, não cabe mais nem a criação de uma nova estatal --que iria administrar um volume menor de reservas diante das novas condições-- e nem o novo regime de partilha de produção.
"O argumento do governo era que o risco era zero, mas esse argumento não existe mais", afirma Bacoccoli.
Somente em perfurações, a Petrobras investiu US$ 2 bilhões e conseguiu realizar nove descobertas no pré-sal. Achou óleo em todos os poços.
A estatal pretende investir US$ 111 bilhões até 2020 no pré-sal, de onde extrairá 1,8 bilhão de barris. Existem estudos para a instalação de 10 plataformas na região.
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O setor brasileiro , produtor de etanol esta carente de adaptações, dinamização. Dentro do universo atual de conhecimento de produção, e de se crer ser boa hora de ampliar o leque de opções de fontes para se obter o etanol, algumas culturas se mostram baste promisoras, as a partir de raizes e tuberculos (mandioca, batata) existindo culturas com cilos muito menos ao de cana se açucar, sem adentarmos ao de culturas menos conhecidas pelos brasileiros (algas), a até a partir de aproveitamento de materiais normalmente descartados, que aumentam aterros... a partir de cascas, banana, laranja, e ou até de material "lenhoso" de cana, capim,... È de se acreditar que o uso de alternativos possam ajudar a estabilizar o sistema de modo geral, tem faltado a instalação de industrias com possibilidade de utilização de matérias primas diversas, aproveitando melhor a sazonalidade da atual cultura usada. No conjunto o esperado e redução significativa do uso de aterros, captura de C.
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As pessoas que hoje dirigem a empresa, tem muito interesse em apenas divulgar notícias que sejam boas, e não necesssariamente isso é a expressão da verdade.
A Petrobras, por tudo que se sabe dela hoje, deveria passar por uma intervenção.
Como não deixam isso acontecer, qualquer notícia vinda de lá, deveria ser confirmada por agências indepentes e isentas.
Seria mais seguro e confiável assim...
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PT tem uma equipe de publicidade forte, que usa a máquina pública em seu favor.
Povo esta iludido com pré-sal, petrobrás, propagandas na TV e a crise ter afetado pouco o Brasil, por já ser um país pobre.
Nem o Lula e o PT sabiam de tais resultados da crise, e agora estão usando isso para justificar o trabalho do PT.
Petrobrás sempre foi uma empresa de ponta, antes de Lula e já sabiam do Pré-Sal muito antes.
Brasil cresceu abaixo do indice mundial todos esses anos, educação básica não evoluiu e a superior esta sulcateando.
Brasil é um país de ingênuos!
[]s
Eduardo.
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