Dinheiro
10/07/2009 - 09h04

Exportação da indústria seguirá em queda no 2º semestre, aponta pesquisa

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YGOR SALLES
da Folha Online

Nem mesmo a possibilidade de ocorrer uma retomada na economia mundial a partir do segundo semestre faz com que as perspectivas do setor industrial para suas exportações parem de cair, agravando ainda mais sua situação, segundo estudo realizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) obtido pela Folha Online.

As empresas que responderam ao Indicador Fiesp de Perspectivas de Exportação do mês de julho apontam para uma exportação brasileira de produtos industrializados (manufaturados e semimanufaturados) de US$ 38,713 bilhões no segundo semestre, com recuo de 1,1% sobre o resultado do primeiro semestre (US$ 39,141 bilhões). Somados os dois valores, a previsão para o ano é de US$ 77,854 bilhões, ou 35% a menos do que foi vendido ao exterior em 2008 (US$ 119,775 bilhões).

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Na pesquisa, que abrange as previsões das empresas exportadoras até novembro, essa queda é de 32,4% na comparação com os 12 meses anteriores --o que leva a entidade a prever uma perda um pouco maior quando os dados do ano fecharem, já que essa comparação tem desacelerado sistematicamente desde o início do ano.

"Se comparar o desempenho da indústria brasileira no mercado interno e externo, no externo a situação é muito mais hostil", disse Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp e responsável pela pesquisa. "O quadro geral não mudou significativamente [em relação ao início do ano]."

Apesar da queda não ser tão forte se observados os dados do primeiro e do segundo trimestres, a comparação com o ano anterior mostra uma grande deterioração, uma vez que as exportações no segundo semestre de 2008 foram 13% maiores que as do primeiro semestre daquele ano.

"Com isso, quando olhamos o desempenho no acumulado de 12 meses, vemos um recuo constante desde o início deste ano. Mesmo que pare de reduzir agora, no acumulado continua caindo", explica Francini. "Por isso que a previsão chega na casa dos 30% a 35% de queda para o fechamento de 2009."

Um dos principais problemas para a exportação, aponta o estudo, é que os principais países compradores de produtos industrializados do país estão na lista dos que mais sofreram com a crise financeira global. São os casos de Estados Unidos e União Europeia --que, segundo a última previsão do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgada nesta quarta-feira, verão em 2009 o PIB (Produto Interno Bruto) recuar, respectivamente, 2,6% e 4,8%.

Por outro lado, países que não tiveram um baque muito grande com a crise financeira, como a China e a Índia, não são grandes compradores dos produtos industrializados do país.

Produção

Esta queda nas exportações de produtos semi e manufaturados responderia, segundo outro estudo divulgado pela Fiesp na semana passada, por uma retração de 5,5% na produção industrial, sendo elevada a 8,8% devido aos efeitos indiretos dos produtos exportados na cadeia produtiva.

Como o mercado interno possui um desempenho melhor que o externo neste momento, as vendas dentro do país faria com que a produção industrial chegasse ao final do ano com uma queda de aproximadamente 7,5%.

A disparidade entre o desempenho de quem exporta ou vende no mercado interno acaba sendo o pretexto para que o governo veja como prioritária a ajuda aos exportadores. "O governo já vem tomando medidas pontuais. Quando um setor abre o bico, ele vai lá e ajuda", disse Francini. "Mas os dados mostram que o exportador deve ser prioridade."

Comentários dos leitores
Marco Cruz (21) 07/11/2009 14h59
Marco Cruz (21) 07/11/2009 14h59
Não vale apena ter carro flex. Os cartéis mandam nesse paíse e negociam de quem é a vez de ganhar. Hora petroleo caro.(hoje com barril a preços mais dos ultimos 5 anos) ou os produtores de alcool que vem com a historia de safra. Ainda é vantagem o GNV que hoje depois da crise o consumo das industrias caiu tanto que não tem como reajustar o dos veículos.
Isso é o Brasil da ditadura sindicalista do PT
sem opinião
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Francisco Oliveira (324) 07/11/2009 13h51
Francisco Oliveira (324) 07/11/2009 13h51
Cassio Tavares, você se diz não petista, pinça dados da imprensa, na sua maioria a que você mesmo critica, Veja, Estadão, etc. Você só compara dados dos tempos FHC e Lula, mas não tem uma visão ampla da história recente, e nem geral do Brasil. Ficar batendo sempre que FHC fez tudo errado é no mínimo ter falta de visão mesmo. Senão vejamos, FHC como ministro de Itamar monta uma equipe e faz o plano REAL, isto é um FATO. Se elege no primeiro turno contra Lula, naquele período TODAS as nações emergentes passavam por sérias crises, pois estavam se estruturando, Russia, China, Índia, Tailândia, etc. Tivemos várias crises com fortes especulações sobre as moedas destes países, Brasil incluido, isto não estava sob o controle de FHC. Aquele governo não foi perfeito e nem o poderia ser, foi o começo para por a casa em ordem, acusá-lo de tudo o que vai mal neste país é coisa até de mau caratismo, os programas assistenciais mais sérios começaram la, ampliados por Lula (sua equipe). Lula e vocês seus entusiastas não mencionam nunca as medíocres "biografias" de Sarney e Collor(atuais amigos de Lula), que detonaram o país estes sim mereceiam todas as criticas que você e seus amigos petralhas fazem contra FHC, o único com BIOGRAFIA de fato, que faz o Lula sempre atacá-lo ao invés de criticar a situação que Sarney e Collor deixaram o país. Lula pegou uma situação já acertada, um pouco de justiça e menos rancor, é o que voces transmitem RANCOR! sem opinião
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Fernando Santiago (1) 07/11/2009 13h42
Fernando Santiago (1) 07/11/2009 13h42
muito bom, espero poder participar de todos os grupos de opinião e outras sem opinião
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