GM anuncia saída de concordata "mais forte e responsável"
da Folha Online
da Associated Press, em Detroit (EUA)
Após 40 dias do pedido, a montadora americana GM (General Motors) anunciou nesta sexta-feira que está de saída da proteção judicial oferecida pelo capítulo 11 da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata, ou à recuperação judicial no Brasil.
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O executivo-chefe da empresa, Fritz Henderson, informou que a empresa saiu da concordata mais rápido do que se poderia esperar, e que a "nova GM" será "mais rápida e responsável com os consumidores do que a antiga" e que pagará os cerca de US$ 50 bilhões que pegou emprestado do governo americano antes de 2015, que é a data limite para a quitação.
A nova GM, explicou o executivo, agora focará mais nos consumidores, incluindo uma parceria com o site de leilões virtuais eBay para as pessoas comprarem veículos em leilões online.
Além disso, Henderson informou que a GM irá produzir os carros e caminhões que os consumidores querem --indicando uma tendência da empresa ter maior percepção das mudanças nas preferências dos seus potenciais consumidores-- e farão isso mais rápido que no passado.
"Nós reconhecemos que ocorreu uma rara segunda chance para a GM, e estamos muito gratos por isso. E nós apreciamos o fato de que agora temos as ferramentas para fazer o trabalho direito", disse Henderson durante a coletiva de imprensa onde anunciou a saída da concordata.
Para garantir essa interação com o consumidor final, a GM criará um site chamado "Tell Fritz" ("Fale com Fritz", em inglês), onde os compradores dos carros e caminhões da montadora poderão compartilhar suas opiniões com Henderson. "Nós precisamos ouvir as dúvidas, ideias e preocupações das pessoas que importam", disse o executivo.
Reestruturação e cortes
A "nova GM" emergida do processo de concordata recebeu os principais ativos da "velha GM" e agora tem participação majoritária dos governos dos Estados Unidos e do Canadá, que atuaram ativamente desde o início do ano para evitar a quebra da montadora.
A partir de agora, o governo americano detém 61% da GM, e o restante fica nas mãos principalmente do governo canadense, do UAW (United Auto Workers, o sindicato dos funcionários de montadoras americanas) e de outros acionistas.
Entre as medidas do plano de reestruturação da empresa está o corte de 27 mil funcionários --de 91 mil para 64 mil. Para atingir esse objetivo, a montadora terá 35% menos ocupantes na alta direção e 20% menos de trabalhadores no "chão de fábrica".
Os cortes na direção, explicou Henderson, será de 450, incluindo a eliminação da posição de presidente para a América do Norte, que será acumulada pelo próprio executivo-chefe.
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