Dinheiro
10/07/2009 - 10h26

GM anuncia saída de concordata "mais forte e responsável"

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da Folha Online
da Associated Press, em Detroit (EUA)

Após 40 dias do pedido, a montadora americana GM (General Motors) anunciou nesta sexta-feira que está de saída da proteção judicial oferecida pelo capítulo 11 da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata, ou à recuperação judicial no Brasil.

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O executivo-chefe da empresa, Fritz Henderson, informou que a empresa saiu da concordata mais rápido do que se poderia esperar, e que a "nova GM" será "mais rápida e responsável com os consumidores do que a antiga" e que pagará os cerca de US$ 50 bilhões que pegou emprestado do governo americano antes de 2015, que é a data limite para a quitação.

A nova GM, explicou o executivo, agora focará mais nos consumidores, incluindo uma parceria com o site de leilões virtuais eBay para as pessoas comprarem veículos em leilões online.

Além disso, Henderson informou que a GM irá produzir os carros e caminhões que os consumidores querem --indicando uma tendência da empresa ter maior percepção das mudanças nas preferências dos seus potenciais consumidores-- e farão isso mais rápido que no passado.

"Nós reconhecemos que ocorreu uma rara segunda chance para a GM, e estamos muito gratos por isso. E nós apreciamos o fato de que agora temos as ferramentas para fazer o trabalho direito", disse Henderson durante a coletiva de imprensa onde anunciou a saída da concordata.

Para garantir essa interação com o consumidor final, a GM criará um site chamado "Tell Fritz" ("Fale com Fritz", em inglês), onde os compradores dos carros e caminhões da montadora poderão compartilhar suas opiniões com Henderson. "Nós precisamos ouvir as dúvidas, ideias e preocupações das pessoas que importam", disse o executivo.

Reestruturação e cortes

A "nova GM" emergida do processo de concordata recebeu os principais ativos da "velha GM" e agora tem participação majoritária dos governos dos Estados Unidos e do Canadá, que atuaram ativamente desde o início do ano para evitar a quebra da montadora.

A partir de agora, o governo americano detém 61% da GM, e o restante fica nas mãos principalmente do governo canadense, do UAW (United Auto Workers, o sindicato dos funcionários de montadoras americanas) e de outros acionistas.

Entre as medidas do plano de reestruturação da empresa está o corte de 27 mil funcionários --de 91 mil para 64 mil. Para atingir esse objetivo, a montadora terá 35% menos ocupantes na alta direção e 20% menos de trabalhadores no "chão de fábrica".

Os cortes na direção, explicou Henderson, será de 450, incluindo a eliminação da posição de presidente para a América do Norte, que será acumulada pelo próprio executivo-chefe.

Comentários dos leitores
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
Carlos José dos Santos (494) 20/11/2009 21h16
"FMI vê recuperação lenta e diz ser cedo para tirar estímulos à economia"
Os verdadeiros Governos democráticos, deveriam ignorar os conselhos desse FMI, pois é um organismo que defende um Governo para as Instituições e não um Governo para o POVO.
Está sempre aconselhando governos a injetar dinheiro público em instituições privadas e em Sistema Financeiros, bancos e empresas particulares, a pretexto de recuperar a Economia. Mas, na realidade esse dinheiro vai se transformar em lucros privados, jatinhos, iates, limusines, viajens de turismo, ou colar de diamantes no pescoço de prostituta elegante ou no pescoço de amantes de algum políticos ou empresários, sem retorno nenhum social para quem paga os impostos.
O FMI, só visa privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
O Dinheiro do Povo, tem que ser injetado é no POVO.
sem opinião
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Como não há perspectiva de fim das guerras impossíveis de vitória que os EUA enfrentam, também não há possibilidade de diminuição dos catástróficos déficits do país. Sua economia continuará a encolher, aumentará o desemprego e o mundo todo ficará na expectativa de uma recessão geral. Desde 1950, na Coreia, os EUA não vencem uma guerra e preferem pagar o elevadíssimo custo deficitário e de vidas inutilmente jogadas fora a perceber que não são os imperadores do mundo. Se Obama tentar alterar esta visão destorcida, pagará o que Kennedy pagou. Todos querem convencer o Irã a desistir da bomba. Quem se atreverá a convencer os EUA a desistir desta bomba um milhão de vezes mais destrutiva, que tornará seu país irrelevante no mundo a um custo gigantesco para todos nós? sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
Olmir Antonio de Oliveira (52) 20/11/2009 16h42
A respeito do setor automotivo, dado o conhecimento e sistemas produtivo e ou e razão da crise que se abateu em alguns paises e ou regiões, é certo que com atuais conhecimentos e técnicas é possivel se transferir uma unidade industrial entre regiões ou continente, e com pequenas mudanças tornar mais modernas e produtivas, em questão de alguns meses, uma reengenharia, produtiva e ou de localização. Mas certo é que seriam poucos os empregos que poderiam ser mantidos no ambiente de origem, apesar dos meios de comunicação apresentarem boa evolução..... e ou para o caso de pornecedores bom percentual poderiam serem considerados.,..... sem opinião
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