Dinheiro
11/07/2009 - 11h40

Obama rejeita novo pacote de estímulo econômico e pede paciência

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou neste sábado a ideia de um segundo pacote de estímulo econômico para retirar a economia americana da recessão e pediu aos americanos que sejam pacientes para esperar os resultados de seu plano de recuperação.

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Com números altos de desemprego, queda na popularidade e duras críticas dos republicanos que já rotularam como fracassado o pacote de US$ 787 bilhões, Obama aproveitou seu programa semanal de rádio para lembrar aos eleitores que reverter a redução nas vagas de trabalho demora.

O plano "não foi feito para funcionar em quatro meses", afirmou Obama, acrescentando que os resultados devem aparecer em dois anos.

Desde que Obama aprovou o pacote de estímulo, mais de 2 milhões de postos de trabalho foram fechados e a taxa de desemprego saltou para índices maiores que as previsões mais pessimistas da Casa Branca.

"Nós precisamos deixar o trabalho ser feito do jeito que ele deve ser feito, com o entendimento de que em qualquer recessão, a taxa de desemprego tende a reduzir de maneira mais lenta que qualquer outra taxa da atividade econômica", disse Obama, em mensagem gravada.

O presidente criticou os republicanos pela oposição ao pacote de estímulo sem oferecer, como contrapartida, alternativas para enfrentar a pior crise do país desde a Grande Depressão. O democrata rejeitou ainda a ideia de um segundo pacote de estímulo, que já é discutido pelos seus colegas de partido e até mesmo pelo famoso investidor Warren Buffett.

O pacote de estímulo aprovado inclui US$ 288 bilhões em corte de tarifas, aumentos significativos nos gastos com programa de saúde pública, cerca de US$ 48 bilhões em construções de pontes e estradas e outros bilhões para ampliar os esforços pelo fim da dependência energética e pela melhora do ensino público.

Algumas companhias dizem que o dinheiro do pacote de estímulo já ajudou a evitar fechamento de postos de trabalho. Auditores independentes descobriram que a parte do pacote de ajuda aos Estados ajudou a manter professores na folha de pagamento. Contudo, os números gerais ainda são negativos.

Os republicanos aproveitaram a oportunidade para criticar o presidente, mas eles ainda não encontraram um tom comum às críticas. Em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, legisladores republicanos criticaram a Casa Branca por gastar tanto ao mesmo tempo que ressaltaram que o governo não gasta rápido o suficiente para combater a crise.

Com os esforços da administração Obama focados em aprovar uma audaciosa e bilionária reforma no sistema de saúde, os republicanos agora rotulam os democratas de liberais em uma vício de compras.

No discurso semanal dos republicanos, o deputado Eric Cantor, representante do partido na Congresso, acusou os democratas da Casa de gastar sem responsabilidade e emprestar dinheiro sem nenhum cuidado.

"Apenas para o estímulo, Washington emprestou quase US$ 10 mil para cada família americana. Deixe-me perguntar: Você se sente US$ 10 mil mais rico hoje?", questionou Cantor.

Em seu discurso, Obama se referiu duas vezes a "limpar os destroços" da recessão que começou com o republicano George W. Bush. Mas, com os números da aprovação de Obama caindo, os republicanos querem ligar a crise ao novo presidente.

"Esta é a economia de Obama agora", disse Cantor.

Pior já passou

Obama afirmou ainda que seu plano de recuperação já conseguiu tirar a economia do pior da crise.

"Conseguimos tirar o sistema financeiro e a nossa economia da beira do abismo", assegurou o presidente em seu habitual discurso de sábados, gravado durante a recente visita que fez a Rússia e Itália.

Obama lembrou que ao chegar à Casa Branca em janeiro o país enfrentava a pior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 30.

"Nesse momento, estávamos perdendo uma média de 700 mil vagas de trabalho por mês. E muitos temiam que nosso sistema financeiro estivesse a ponto de entrar em colapso", explicou.

No entanto, Obama disse que dentro dos esforços do governo foram retomados os créditos às famílias e às empresas, estabilizaram-se as instituições financeiras e os devedores receberam ajudas para pagar as hipotecas.

"Em pouco mais de 100 dias a lei de recuperação econômica deu os resultados previstos", afirmou.

Entre esses resultados indicou que a citada lei proporcionou um alívio tributário de US$ 43 bilhões aos trabalhadores e às empresas e que ajudou os Estados a reduzir o déficit e a evitar demissões.

Segundo Obama, a medida também permitiu às empresas menores e às companhias que produzem energia limpa contratar novos trabalhadores e cancelar planos de demissões.

Com Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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