Teles móveis usam Copa no Brasil para pressionar a Anatel
da Folha Online
As teles móveis estão usando a Copa do Mundo, que acontecerá no Brasil em 2014, como forma de pressionar a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para antecipar a divisão das frequências hoje em posse das TVs pagas e evitar um suposto colapso nas redes de celular no país, informa Julio Wiziack na edição desta terça-feira da Folha (íntegra somente para assinantes).
As frequências são as "avenidas" por onde as operadoras enviam seus sinais (voz e dados). Quanto mais "veículos" trafegam por elas, menor a velocidade e, no limite, é preciso que a Anatel libere mais "ruas" (frequências) para garantir a qualidade do serviço.
Representadas pela Acel, a associação do setor, as teles móveis afirmam que as TVs pagas dispõem de faixas ociosas de frequência e pedem uma repartição pela Anatel. Motivos: o número de assinantes da TV fechada é de cerca de 620 mil, ante os 158 milhões da telefonia celular, sendo que os usuários de internet pela rede móvel dobram a cada ano.
Ainda segundo a Acel, durante a Copa, essa rede corre o risco de entrar em colapso com o excesso de tráfego de dados se a distribuição das frequências não ocorrer logo. Em 2006, na Copa da Alemanha, a rede teve de suportar um tráfego de 15 trilhões de bites em telefonemas e acessos à internet por um mês -o equivalente a 100 milhões de livros enviados. No Brasil, estima-se que esse fluxo será pelo menos 30% maior.
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