Dinheiro
15/07/2009 - 15h36

Renault-Nissan planeja carros específicos para mercado brasileiro

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente mundial da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, disse nesta quarta-feira que a montadora pretende desenvolver modelos específicos para o mercado brasileiro. Segundo ele, o país é um dos focos de atuação da empresa no mundo.

O executivo acrescentou que a participação da companhia no país, que varia de 4% a 5% do mercado, está abaixo do ponto máximo que o grupo Renault Nissan pode atingir por aqui.

"Vemos o Brasil sempre crescendo. Potencialmente, a demanda vai bem longe. Perto do que o mercado local poderá crescer, estamos bem longe do máximo. No mundo todo, somos a terceira maior montadora. No Brasil, estamos bem abaixo", disse Ghosn, que fez palestra na Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio.

Ghosn informou que a Renault-Nissan pretende, ao menos, dobrar sua participação no mercado. Ele não revelou, no entanto, o prazo para atingir esse objetivo.

"É o primeiro passo. Temos que alcançar isso, para ficarmos competitivos no Brasil. Temos que ter escala", disse Ghosn, que vê perspectivas de crescimento do mercado automotivo brasileiro nos próximos anos.

De acordo com o executivo, o Brasil tem 150 carros em média para cada 1.000 habitantes. Na avaliação dele, é razoável que essa proporção suba para entre 500 e 600 automóveis por 1.000 habitantes no futuro.

Ghosn disse considerar que o crescimento no Brasil passa pelo desenvolvimento de modelos adequados ao mercado local. Ele frisou que a Renault-Nissan vai "fazer mais e mais carros", fabricando diferentes modelos.

"A Nissan não cresceu no país pela falta de carros adequados. Temos que integrar nossa oferta com modelos menores e populares, como fazemos na China", afirmou.

Questionado sobre o plano de investimento no país, Ghosn afirmou que não fará qualquer anúncio, ao contrário do que fez a GM (General Motors) do Brasil nesta quarta-feira.

"Algumas montadoras têm que fazer muitas declarações porque querem trazer mais confiança, o que todo mundo entende. Não pretendemos fazer declarações de investimentos porque temos estratégia de longo prazo no país", afirmou.

A GM do Brasil anunciou hoje ao presidente Lula que vai investir R$ 2 bilhões no país, o que inclui a expansão da sua fábrica em Gravataí (RS) para produção de uma nova família de veículos. Esse é o primeiro investimento da montadora no Brasil depois do processo de reestruturação da sua matriz nos EUA, que foi encerrado na semana passada.

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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