Renault-Nissan planeja carros específicos para mercado brasileiro
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente mundial da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, disse nesta quarta-feira que a montadora pretende desenvolver modelos específicos para o mercado brasileiro. Segundo ele, o país é um dos focos de atuação da empresa no mundo.
O executivo acrescentou que a participação da companhia no país, que varia de 4% a 5% do mercado, está abaixo do ponto máximo que o grupo Renault Nissan pode atingir por aqui.
"Vemos o Brasil sempre crescendo. Potencialmente, a demanda vai bem longe. Perto do que o mercado local poderá crescer, estamos bem longe do máximo. No mundo todo, somos a terceira maior montadora. No Brasil, estamos bem abaixo", disse Ghosn, que fez palestra na Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio.
Ghosn informou que a Renault-Nissan pretende, ao menos, dobrar sua participação no mercado. Ele não revelou, no entanto, o prazo para atingir esse objetivo.
"É o primeiro passo. Temos que alcançar isso, para ficarmos competitivos no Brasil. Temos que ter escala", disse Ghosn, que vê perspectivas de crescimento do mercado automotivo brasileiro nos próximos anos.
De acordo com o executivo, o Brasil tem 150 carros em média para cada 1.000 habitantes. Na avaliação dele, é razoável que essa proporção suba para entre 500 e 600 automóveis por 1.000 habitantes no futuro.
Ghosn disse considerar que o crescimento no Brasil passa pelo desenvolvimento de modelos adequados ao mercado local. Ele frisou que a Renault-Nissan vai "fazer mais e mais carros", fabricando diferentes modelos.
"A Nissan não cresceu no país pela falta de carros adequados. Temos que integrar nossa oferta com modelos menores e populares, como fazemos na China", afirmou.
Questionado sobre o plano de investimento no país, Ghosn afirmou que não fará qualquer anúncio, ao contrário do que fez a GM (General Motors) do Brasil nesta quarta-feira.
"Algumas montadoras têm que fazer muitas declarações porque querem trazer mais confiança, o que todo mundo entende. Não pretendemos fazer declarações de investimentos porque temos estratégia de longo prazo no país", afirmou.
A GM do Brasil anunciou hoje ao presidente Lula que vai investir R$ 2 bilhões no país, o que inclui a expansão da sua fábrica em Gravataí (RS) para produção de uma nova família de veículos. Esse é o primeiro investimento da montadora no Brasil depois do processo de reestruturação da sua matriz nos EUA, que foi encerrado na semana passada.
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É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
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FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
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