Dinheiro
15/07/2009 - 16h18

Brasileiro pensa em ter primeiro carro antes de ter a primeira mulher, diz Lula

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que a paixão do brasileiro por carros supera, em alguns casos, a preferência pelas mulheres. A afirmação foi feita hoje, em Brasília, durante o anúncio dos novos investimentos da montadora General Motors no Brasil.

"É preciso que a gente facilite para que o povo consiga comprar carro. O carro continua sendo, depois da mulher ou, depois do homem, a paixão do ser humano. Quem já tem quer trocar todo ano. Quem não tem quer ter o primeiro", disse o presidente.

"Às vezes, o cidadão pensa em ter o primeiro carro antes de ter a primeira mulher. Ele começa a querer ter carro com 14 anos, 15 anos", disse Lula à plateia de executivos da montadora e políticos.

Fernando Bizerra Jr./Efe
Lula diz que GM do Brasil mostra que filiais estão melhor do que suas matrizes
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Ao falar sobre as reduções de impostos promovidas pelo governo para incentivar o consumo, Lula destacou também o crescimento de 30% nas vendas de máquinas de lavar após as desonerações promovidas pelo governo.

"A máquina de lavar cresceu as vendas em 30%. Porque cresceu? Porque a máquina é um dos itens de independência da mulher. É um dos jeitos que se tem de fazer os homens também lavarem roupa. É pegar a roupa dele e jogar", afirmou, provocando risadas.

Durante a cerimônia, Lula disse também que os líderes das maiores economias mundiais estão "boquiabertos" com os resultados das montadoras no Brasil, que se recuperaram da crise e bateram recorde de vendas no primeiro semestre deste ano.

Crédito

Afirmou também que o país pode se tornar a quinta maior economia mundial se continuar crescendo no ritmo dos últimos anos. Para isso, no entanto, ainda é preciso resolver alguns problemas, como aumentar as vendas para os países menos afetados pela crise e continuar no processo de retomada do crédito.

Lula se referiu também ao "spread" bancário, a parcela dos juros que embute custos, risco e o ganho dos bancos.

"Não vamos achar que está tudo resolvido. A questão do crédito ainda tem pendências sérias, o 'spread' ainda está alto e nós vamos tratar de construir as coisas para melhorar a situação desse país", afirmou.

Obama

O presidente citou a questão dos EUA como um exemplo de que a atuação de bancos públicos é importante em momentos de crise e falta de crédito.

"Na conversa que eu tive com o [presidente dos EUA, Barak] Obama, eu disse que o problema dos EUA é que eles não tinham um sistema sólido com alguns bancos públicos importantes."

Lula esteve reunido com os presidentes e primeiros-ministros dos países desenvolvidos na semana passada, no encontro do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia), na Itália.

Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Mesmo com aquecimento global, Conferência do clima em Copenhague e tudo, o setor petrolífero e automotivo voltam à todo vapor com pesados investimentos. Como se não bastasse o egocentrismo da emergente classe média em não abrir mão de um "direito" à propriedade de um veículo, não se importando com as consequências no trânsito. Mesmo com pesados investimentos em transporte público, o argumento é que ele ainda continua precário.
"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
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Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Vamos ver se desta vez eles efetivam os terceiros residentes, uma vergonha ter mais de 4 mil terceiros da planta Anchieta para obter o mesmo produto final e pagando salários abaixo da média para eles... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
A respeito do setor de autopeças. Creio que dada as isenções de ipi aos automoveis, faltou dar uma salvaguarda para incrementar, prestigiar o produtor de autopeças aqui radicados, inclusive poderia auxiliar a players internacionais para produzirem aqui, inclusive para exportações em futuro ser atual crise vividas em diversos paises. (por conceito sou favoravel ao livre mercado e livre iniciativa, a desoneração de impostos e ou entraves burocraticos, mas eventualmente o mercado e o país deve dar certa salvaguarda, mas sempre por periodo menor possivel).
Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
sem opinião
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