Dinheiro
16/07/2009 - 10h39

Arrecadação de tributos cai pelo oitavo mês seguido em junho

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 11h06.

A arrecadação do governo caiu em junho pelo oitavo mês seguido, na comparação com o mesmo período do ano passado, e somou R$ 54 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela Receita Federal.

O resultado de junho representa uma queda de 7,5% na comparação ao mesmo mês de 2008. Essa é a maior retração mensal desde fevereiro deste ano (-11%).

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A Receita também divulgou os dados do primeiro semestre de 2009, quando a arrecadação caiu 7%, para R$ 324,7 bilhões. É a primeira queda na arrecadação para um primeiro semestre desde 2003, o primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Corrigindo os dados de 2008 pela inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a arrecadação caiu quase R$ 25 bilhões no semestre. Sem a correção, entraram R$ 3,5 bilhões a menos nos cofres do governo.

Desaceleração

Segundo a Receita, a queda na arrecadação do primeiro semestre se deve à desaceleração da economia neste período, às desonerações tributárias promovidas pelo governo --que tiveram impacto de R$ 13 bilhões-- e ao aumento da compensação de tributos por parte das empresas, no valor de R$ 4,2 bilhões.

Entre os tributos que tiveram as maiores quedas na arrecadação no semestre, estão o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), com recuo de 28,5%, e a Cide-Combustíveis (-68,5%). Esses dois tributos estão incluídos nas desonerações fiscais realizadas pelo governo para reaquecer a economia.

Na contramão da queda na arrecadação, houve aumento nas receitas previdenciárias --que cresceram 5,8%, para R$ 92,9 bilhões-- e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) dos bancos, de 40%, devido ao aumento das alíquotas deste tributo para o setor. Outro imposto com pequeno avanço foi o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), com aumento de 0,92%.

Fatores sazonais

Na comparação com maio, houve aumento de 8% na arrecadação em junho. Segundo o Fisco, isso se deve a fatores sazonais. Entre eles estão o recolhimento semestral do IR sobre rendimentos de capital, a mudança no prazo de recolhimento do IPI sobre fumo e a regularização de depósitos judiciais no valor R$ 577 milhões.

Comentários dos leitores
Essa incrível recuperação de Brasil, China, Japão e (parece) Comunidade Europeia faz lembrar que no já longínquo início de 2008 estávamos às portas de um crescimento gradativo e que ameaçava estourar. Os créditos imobiliários podres dos EUA já eram ameaça antiga até que atingiram proporção explosiva; isto levou à cobrança das dívidas impagáveis dos bancos inescrupulosos e de aplicadores desonestos. Se estes dois problemas financeiros não tivessem acontecido, talvez tivéssemos tido um progresso nunca antes experimentado. O lastro dessa possibilidade talvez tenha permitido a recuperação tão rápida que nos surpreende: a própria elite econômica brasileira prevê crescimento de 5% EM 2010 (se a eleição não atrapalhar! As campanhas estão em tom menor, mas não vão ficar assim por muito tempo). O perigo é o descontrole do dólar, culpa exclusiva dos norte-americanos, que desde a guerra do Vietnâ, vêm produzindo um déficit astronômico, sem nenhum retorno bélico, impagável. Está na hora de o mundo chamar a atenção dos EUA e adverti-los de que ou consertam sua economia ou serão superados, provavelmente pela China. Será que eles não percebem que, se isto acontecer, não vai ser feito com bom-mocismo, mas de forma acachapante sobre o país? O mundo pode caminhar para uma solução. Agora discutem-se problemas que sempre foram deixados de lado. Lula está de olho nisto e percebe-se que elabora uma plataforma para sua eventual volta em 2014, interessado em uma liderança mundial. Acorda, Obama!!! sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (40) 16/11/2009 16h04
Olmir Antonio de Oliveira (40) 16/11/2009 16h04
Mercado, é para negociantes, ocilações fazem parte do cenário......È facíl administrar a exemplo do que se fazia no passado, era só remarcar e o consumidor " o brasileiro" compulsoriamente acabava aceitando, legitimava, justifica a ocorrência, era sacrificado e ainda tinha que ficar agradecido...... O "produtor" o empresário nacional sequer se preocupava em "renegociar" contratos, adequar, equacional, simplesmente repassava e o "povão" aceita compulsoriamente. É de se pensar que as coisas podem ser feitas de outro modo, novos sistemas produtivos.... negociação, novas técnolçogias...... e agilidade administrativa por parte do empresário, mas se for um produtor rural, é de importancia ter em mente que tal atividade de seguir parametros e agilidade empresarial,convem resaltar que tal setor depende em muitos a fatores que podem fugir do alcance do administrador, clima, pragas.... Certo é que não se deve faltar vigilancia com gastos públicos, em especial aos feitos em vesperas de eleições, gastos diversos, blaá blá blá, muita propaganda para pouca obra feita e ou em coisas sem uma útilidade e ou efeito pratico em retorno para o contribuite. Para se prático em tempo de poucos compradores, para itens da exportação, é sabido que existem diversos outros países tentando tambem negociar, em mercado que o consumidor procurar adiar e ou conter as compras, é complicado. È preciso inovas se sobresair aos concorrentes......Ser qualificado e ser lembrado por fazer a diferença. 1 opinião
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Wilson Prado (115) 16/11/2009 15h12
Wilson Prado (115) 16/11/2009 15h12
Capitão Meirelles, se o seu amor pelo país for verdadeiro, fique onde está, por favor. Esta é a sua grande missão. É aí que o país precisa de você.
Repito, por favor, fique e mantenha o Brasil na rota, pois ninguém saberá conduzi-lo como você.
Explicando a simplista analogia: Lembramos o nome do navio e nem sempre o nome do capitão.
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