Publicidade

Dinheiro
16/07/2009 - 11h49

Emprego formal cresce em junho, mas é o pior resultado desde 2003

Publicidade

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 12h07.

A economia brasileira registrou a criação de 119.495 vagas com carteira assinada em junho, o quinto mês seguido de resultados positivos no emprego formal, de acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho.

O número de junho representa a diferença entre 1,356 milhão de contratações e 1,236 milhão de demissões no período.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

Pela primeira vez no ano, no entanto, o resultado ficou abaixo do registrado no mês imediatamente anterior. Em maio, foram gerados 131.557 empregos formais.

Devido aos efeitos da crise econômica no Brasil, entre novembro e janeiro, haviam sido fechadas quase 800 mil vagas com carteira assinada. Houve recuperação a partir de fevereiro, quando foram criados 9.179 empregos. Em março, foram abertos 34.818 postos; em abril, 106.205.

Mesmo com essa recuperação, o resultado do primeiro semestre ficou prejudicado na comparação com 2008. Entre janeiro e junho, foram abertas 299.506 novas vagas. No mesmo período do ano passado, foram criadas 1,3 milhão de vagas.

A geração de postos de trabalho nos primeiros meses deste ano ficou abaixo do que esperava o ministro Carlos Lupi (Trabalho). No mês passado, ele estimou fechar o semestre com 350 mil a 400 mil novos empregos.

Os resultados de junho, apesar de positivos, também são os piores para esses períodos desde 2003, início da série disponibilizada pelo ministério. Não foram divulgados os dados referentes ao período 1999-2002, que também faz parte da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Previsão

Nos últimos 12 meses, foram criadas 390.322 vagas. Isso representa uma perda de mais de 1 milhão de empregos em relação ao resultado no final de 2008 (1,452 milhão de vagas).

O governo manteve a previsão de fechar os 12 meses encerrados em 2009 com a criação de 1 milhão de empregos.

Desaceleração

De acordo com o ministro Carlos Lupi, a desaceleração na recuperação do emprego registrada entre maio e junho ainda não pode ser caracterizada como uma tendência.

"O maior impacto negativo foi da indústria de transformação em São Paulo. Eu esperava também a indústria alimentícia com um resultado melhor no Estado. Mas isso não pode ser caracterizado ainda como um ciclo. Pode ser atípico", afirmou.

Setores

Em junho, houve expansão do emprego nos setores de agricultura (57.169), serviços (22.877), construção civil (18.321) e comércio (17.522). Na indústria de transformação, o resultado ficou praticamente estável: foram geradas 2.001 vagas, resultado puxado pelo setor alimentício (6.387 vagas).

Regionalmente, os resultados ficaram positivos no Sudeste (72.002), Nordeste (25.070), Centro-Oeste (11.187), Sul (5.691) e Norte (5.545). O destaque foi o estado de Minas Gerais (45.596), seguido por São Paulo (27.602).

Lula

Anteontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia informado que tinham sido criadas 136 mil vagas em junho. O número oficial ficou um pouco abaixo do anunciado.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2429)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca