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Dinheiro
16/07/2009 - 17h41

Bovespa fecha em alta de 1,21% e dispara 6,2% em dois dias

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) disparou 6,23% em apenas dois dias de operações. Investidores se animaram não somente com o crescimento acima do esperado da economia chinesa, mas principalmente pelos últimos balanços de empresas americanas. E nesse ambiente de menor nervosismo, a taxa de câmbio cedeu para R$ 1,93.

O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, avançou 1,21% no fechamento e atingiu os 51.918 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,76 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em alta de 1,11%.

Entre os papéis preferidos pelos investidores, a ação preferencial da Vale desvalorizou 0,23%, com volume de R$ 811 milhões. Outro papel bastante influente, a ação preferencial da Petrobras, subiu 0,61%.

O mercado está um pouco dividido sobre o "viés" da Bolsa nos próximos dias. Alguns analistas já acreditam que a Bovespa pode experimentar um novo nível de preços, se os próximos balanços também surpreenderem. "É preciso observar se isso foi apenas um movimento especulativo mais forte, ou se realmente está se formando uma tendência na Bolsa", avalia Boris Kogan, da mesa de operações da corretora Walpires.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,931, o que significa um decréscimo de 0,20% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 262 pontos, número 0,38% acima da pontuação anterior.

Entre as principais notícias do dia, o banco americano JPMorgan Chase informou um lucro líquido de US$ 2,72 bilhões (US$ 0,28 por ação), no segundo trimestre do ano, em um incremento de 36% sobre o resultado no mesmo período de 2008. O resultado surpreendeu os analistas, que estimavam um ganho de somente US$ 0,04 por ação.

Hoje, após o encerramento dos mercados, IBM e Google, gigantes do setor de tecnologia da informação, abriram seus números do segundo trimestre. A primeira teve um lucro de US$ 3,10 bilhões enquanto a segunda, de US$ 1,48 bilhão, batendo expectativas de bancos e corretoras. Analistas acreditam que os dois balanços podem ajudar as Bolsas de Valores a manter o ritmo de recuperação na jornada de amanhã.

O Departamento de Trabalho dos EUA comunicou mais uma retração na demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego : houve uma queda de 47 mil pedidos iniciais entre as duas semanas anteriores.

E ontem à noite, o governo chinês declarou que o PIB (Produto Interno Bruto) do país teve crescimento de 7,9% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A alta é maior do que a esperada pelos economistas, que previam ganhos de 7,5%.

Brasil

No front doméstico, a Aracruz, primeira grande empresa brasileira a revelar seus números do segundo trimestre, anunciou um lucro líquido de R$ 595,5 milhões, mais que o dobro (127,2%) que o lucro apurado no mesmo período no ano passado. A ação preferencial valorizou 1,29% no pregão de hoje.

A Receita Federal comunicou que a arrecadação de impostos e tributos teve seu oitavo mês consecutivo de queda, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

E o Ministério do Trabalho registrou a criação de 119.495 vagas com carteira assinada em junho, o quinto mês seguido de resultados positivos no emprego formal. Pela primeira vez no ano, no entanto, o resultado ficou abaixo do registrado no mês imediatamente anterior. Em maio, foram gerados 131.557 empregos formais.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 10h56
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 10h56
A respeito de atualidades, é importante a inclusão, da ajuda, auxilio. Por tempo é importante , bolsa familia, bolsa.....mas é mais importante criar extrutura, gerar oportunidades, condições para que as pessoas de um modo geral consigam com seus propios meios e esforços, serem produtivas, gerarem seu sustento, terem sua fonte de renda e cada vez mais dependerem menos de ajuda do tipo assistencial, e ou coisa do tipo do campo da caridade. Do histórico, dependerem menos de coisas do tipo sistema de coronelistas, de politiqueiros, de sanguesugas, de pessoas que de boa intenção e ou de boa fé. fizeram e continuam fazendo milhares de pessoas suas refens, suas dependentes, pessoas que passam a viver de promessas de politícos e ou de partidos politícos, que sempre viveram "escravizando", "explorando", que na realidade as aprisionam.....coisas complexas, vindas desde a colonização.....Mesmo no atual cenário e com os meios de comunicação ainda tentão impor tais coisas, o brasileiro sempre foi muito resistente em ter seus propios conceitos, e linhas de pensamento, sendo muito guiado por pessoas do "exterior" que os doutrina, impõem seus interesses..... sem opinião
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Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
sem opinião
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Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
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