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Dinheiro
16/07/2009 - 19h41

Uruguai tenta destravar venda de laticínios para mercado brasileiro

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da Agência Ansa, em Montevidéu

As chancelarias de Montevidéu e Brasília negociam formas de destravar a entrada de laticínios de empresas uruguaias no Brasil, segundo informou o ministro da Pecuária do Uruguai, Ernesto Agazzi, nesta quinta-feira.

Por sua vez, o ministro da Economia do Uruguai, Álvaro García, comentou que "foram se destravando parcialmente algumas vendas, apesar de a situação ainda ser muito preocupante".

Embora o governo do presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, reconheça os avanços, seus ministros da Pecuária e da Economia se retiraram das negociações.

Fontes do governo afirmam que o Uruguai estuda abordar o tema na cúpula dos líderes do Mercosul, que será realizada em Assunção, na próxima semana, mas reconhecem que "não há nenhuma decisão tomada".

O Brasil demora até 60 dias para conceder licenças de importação para a compra de leite em pó uruguaio, o que está travando a entrada de cerca de 10 mil toneladas do produto.

Diretores da empresa de laticínios uruguaia Conaprole acusam o Brasil de liberar as licenças a "conta-gotas" de forma "proposital", porque segundo eles, o país não quer que o Uruguai prejudique a produção local.

O ministro da Pecuária ressaltou que "as travas" impostas pelo Brasil "não respeitam os acordos do Mercosul", ressaltando que a medida "não tem nenhuma justificativa".

Agazzi admitiu que a entrada de leite em pó uruguaio no Brasil "pode afetar pequenos produtores" locais, porém também afeta os uruguaios, que não podem vender seus produtos.

 

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