Dinheiro
17/07/2009 - 17h03

Mercado de trabalho consolida recuperação para 2º semestre, diz Lupi

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) disse nesta sexta-feira que o mercado de trabalho já consolidou sua recuperação e que não há hipótese de a criação de empregos formais ser negativa, ao final do segundo semestre.

Ele acrescentou que a perspectiva em relação a julho é superior a junho, mês no qual os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicaram a criação de 119.495 vagas no mercado formal.

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"Vamos ter um segundo semestre diferente. Começamos janeiro perdendo 100 mil postos. Não há hipótese de se ter saldo negativo neste segundo semestre. Então, isso inverte o processo. Acredito na criação de 1 milhão de empregos em 2009", afirmou Lupi, em entrevista coletiva, no Rio.

A boa perspectiva do ministro em relação ao mercado de trabalho na segunda metade de 2009 é fundamentada, segundo Lupi, nos indicadores econômicos ao redor do mundo, e principalmente, nos relativos ao mercado interno.

"Todos os resultados internacionais começam a ficar positivos, as indústrias do mundo começam a ser recuperar, o mercado interno continua forte, e minha opinião é que o PIB [Produto Interno Bruto] vai crescer 2%, e muitos já dizem que será positivo mesmo."

Protecionismo

Lupi evitou polemizar em relação à reclamação da indústria de calçados sobre a concorrência desleal de produtos chineses, fato que estaria gerando perda de postos de trabalho no setor. O ministro mostrou-se contrário à criação de barreiras protecionistas contra os calçados chineses.

"Temos que tomar cuidado porque a China é o maior comprador do Brasil, e recentemente ultrapassou até os Estados Unidos. Então, qualquer política de protecionismo para nós, significa uma retaliação de protecionismo chinês para outros produtos brasileiros. Então, tem que tomar muito cuidado para não matar nossa galinha dos ovos de ouro", observou Lupi.

Ainda segundo o ministro, o calçado brasileiro vem ganhando grande competitividade no exterior, em importantes centros consumidores de produtos de qualidade.

"O calçado da China entra mais em áreas populares, em áreas com menor poder aquisitivo. Daí nossa dificuldade em concorrer, porque praticamente não existe legislação trabalhista na China. O custo lá é infinitamente menor do que no Brasil", comentou.

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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