Exportações ao Brasil sustentam produção de automóveis na Argentina
da Efe, em Buenos Aires
A forte reativação das exportações para o Brasil no segundo trimestre do ano sustentou a produção de automóveis na Argentina, de acordo com um relatório divulgado hoje pela empresa de consultoria Abeceb, especializada na relação comercial entre os dois países.
O relatório ressaltou que, em um mercado argentino em recessão, as vendas de automóveis para o Brasil registraram uma alta anualizada de 11% no segundo trimestre do ano, para 24.225 unidades, frente à queda de 3,73% entre janeiro e março.
"Por outro lado, as quantidades de veículos argentinos exportados para outros destinos caíram 65% no primeiro trimestre e 73% no segundo", especificou.
Apontou ainda que "o desempenho frouxo" das vendas para o Brasil nos primeiros três meses do ano "faz com que o acumulado semestral ainda mostre uma redução de 9,6%", frente ao colapso de 2008, ao passar das 38.117 unidades para 34.443.
As exportações argentinas de automóveis para o Brasil "recuperaram seus níveis passados, graças às vendas de mais da metade da produção local de veículos para esse país", indicou o estudo da consultoria.
O relatório mostrou também que o mercado automotivo brasileiro foi reativado graças às reduções de impostos concedidas pelo governo brasileiro e em menor medida por ajudas financeiras.
No primeiro semestre do ano, o mercado de veículos novos no Brasil "não só compensou a queda inicial, mas acumulou uma alta de 3%, em comparação com o mesmo período de 2008", com a qual se torna possível "alcançar um novo recorde de vendas, justamente em um ano caracterizado pela crise em nível global", afirmou.
Durante o primeiro semestre de 2009, a Argentina fabricou 196.106 automóveis, o que significa uma queda de 31,5%, frente ao colapso do ano passado, segundo números da Adefa (Associação de Fábricas de Automotores, na sigla em espanhol).
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Será que se baixar os impostos do combustível, um pouquinho que seja, não vai ajudar a não subir tanto?
Ou será que este ao incentivar a produção de carros tipo 'flex' não tinham já em vista deixar vender carros a dar com pau, e agora subir o preço, simulando uma queda na safra, pra encher o bolso?
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