Fiat registra perdas de US$ 254 milhões no segundo trimestre
da Efe, em Roma
A montadora de automóveis italiana Fiat sofreu perdas líquidas de 179 milhões de euros (US$ 254 milhões), uma queda de 22,5% em sua receita, no segundo trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período do ano passado, informou hoje a companhia.
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No período, a Fiat teve uma receita de 13,184 bilhões de euros (US$ 19,594 bilhões) frente aos 17,022 bilhões conquistados no segundo trimestre de 2008.
A Fiat afirmou que registrou quedas em todos os seus negócios, em comparação ao ano anterior, embora sinais de melhora tenham sido percebidos no primeiro trimestre de 2009.
O resultado da gestão ordinária foi de 310 milhões de euros (US$ 440 milhões) no segundo trimestre de 2009, ou 821 milhões a menos que o conquistado em 2008, de 1,131 bilhões de euros (US$ 1,604 bilhão).
A companhia ressaltou que, no segundo trimestre de 2009, constatou uma "demanda significativamente mais fraca, graças aos reajustes programados nos diferentes níveis produtivos e a uma série de atuações agressivas para contenção dos custos".
O endividamento líquido do grupo se reduziu para 5,7 bilhões de euros (US$ 8,085 bilhões), frente aos 6,6 bilhões (US$ 9,362 bilhões) registrados um ano antes, uma queda que pode ser atribuída, "em grande parte, ao efeito das atuações para reduzir os stocks em todos seus negócios".
A Fiat assegura, no comunicado, que sua liquidez aumentou para 6,4 bilhões de euros (US$ 9,078 bilhões) no segundo trimestre do ano, frente aos 5,1 bilhões (US$ 7,234 bilhões) dos três meses anteriores.
No texto, a companhia confirma seus objetivos para 2009, com um resultado da gestão ordinária superior a 1 bilhão de euros e um endividamento líquido industrial abaixo dos 5 bilhões.
Entre abril e junho de 2009, a Fiat distribuiu 591,1 mil carros e veículos comerciais, 8,3% a menos que nos mesmos meses de 2008.
A filial de veículos industriais Iveco registrou uma queda de 43,2% em sua receita no segundo trimestre de 2009, que foi de 1,8 bilhão de euros (US$ 2,553 bilhões), frente ao mesmo período do ano anterior.
O grupo também publicou os resultados correspondentes ao primeiro semestre de 2009, que fechou com perdas de 590 milhões de euros (US$ 837 milhões), frente a um lucro de 1,073 bilhão de euros (US$ 1,522 bilhão) do mesmo período de 2008.
Durante o primeiro semestre de 2009, a Fiat obteve uma receita de 24,5 bilhões de euros (US$ 34,752 bilhões), 23,8% a menos que nos seis primeiros meses do ano anterior.
O resultado da gestão ordinária, entre janeiro e junho de 2009 foi de 262 milhões de euros (US$ 372 milhões), frente ao 1,897 bilhão (US$ 2,691 bilhões) do primeiro semestre de 2008.
Crise
A crise econômica causou impactos no setor de veículos e causou queda bruscas nas vendas em todo o mundo, sendo mais intensa para algumas marcas, principalmente, pela General Motors e Chrysler, que pediram concordata nos EUA --GM já saiu do processo..
Das Três Grandes de Detroit, só a Ford não pediu ajuda federal, nem se declarou em quebra.
GM e Chrysler, líderes mundiais no setor automotivo nas décadas de 1940 e 1950, perderam uma participação substancial de mercado devido à concorrência exterior.
Chrysler
Em junho, Chrysler e Fiat formalizaram sua anunciada aliança, que dará lugar a uma nova Chrysler, menor e com menos dívida, e que permitirá à firma italiana entrar, em grande estilo, no complicado mercado americano.
A junção das duas empresas automobilísticas dá à nova companhia o posto de sexto fabricante mundial, com vendas combinadas de 4,5 milhões de veículos, segundo os números de 2008.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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