Dinheiro
28/07/2009 - 07h13

Recessão no Brasil acabou em maio, avaliam bancos

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GUILHERME BARROS
TONI SCIARRETTA
da Folha de S. Paulo

A recessão brasileira terminou em maio. Após dois trimestres seguidos de retração, que caracterizaram recessão técnica no país, a economia brasileira voltou a se expandir exatamente no centro do segundo trimestre, de acordo com diferentes estudos dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco.

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Segundo o Bradesco, com os dados até maio, o PIB do segundo trimestre já apontava um crescimento de 1,7% em relação aos primeiros três meses deste ano. Até abril, os resultados eram negativos.

Já os economistas do Itaú Unibanco detectaram em maio uma alta de 2,3% do PIB em relação a abril, o que também sugere a primeira expansão trimestral da economia após a crise. Os dados fazem parte de uma nova pesquisa, que segue a metodologia do IBGE, para estimar o PIB mensal, já livre de efeitos sazonais. Em abril, a pesquisa apurara retração de 0,7% em relação a março.

Para Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco, os números mostram que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a sair da crise. A recessão é caracterizada tecnicamente por economistas com dois trimestres seguidos de retração. De acordo com o IBGE, a economia encolheu 0,8% no primeiro trimestre e 3,6% no último trimestre de 2008.

Segundo Barros, a saída do Brasil da recessão é algo para ser comemorado, mas que era previsível dados os sinais de que o país e alguns emergentes sairiam antes da crise por conta de seus grandes mercados domésticos. "A ação do governo foi importante para a recuperação, principalmente a atuação dos bancos públicos", disse ele.

Desde janeiro, o levantamento do PIB mensal do Itaú Unibanco mostra uma recuperação lenta da economia. A novidade em maio foi que o indicador do Itaú se expandiu de forma mais vigorosa. "Do jeito que as coisas estão caminhando, não só teremos crescimento, como um crescimento bem positivo [no segundo trimestre]. A gente captou uma coisa que não se via antes. Tínhamos vários indicadores mensais, como produção industrial e dados do varejo, mas que não davam o quadro completo", afirmou Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.

Na previsão do Itaú, o PIB deve ter crescido entre 1,5% e 2% no segundo trimestre de 2009 em relação ao período anterior. Para o Bradesco, a alta pode ser de até 2,2%.

Apesar da recuperação a partir de maio, o PIB deste ano ainda deve registrar queda de pelo menos 0,5%, em razão da forte desaceleração do início do ano. Para 2010, as previsões são bastante otimistas, de crescimento superior a 4%, de acordo com o Bradesco.

Os dados desagregados do indicador calculado pelo Bradesco mostram que a demanda doméstica foi a responsável pelo desempenho favorável, enquanto o setor externo ajudou a jogar a atividade para baixo.

Para Aurélio Bicalho, economista do Itaú, a redução das alíquotas de IPI para o setor automobilístico foi um dos propulsores do crescimento entre abril e junho. Ele afirma que o incentivo levou a indústria a uma expansão mensal média de 1,5% de janeiro a maio --excluindo o setor, a variação recua para 0,6% ao mês.

O segundo fator da recuperação foi o ajuste nos estoques da indústria. Isso porque, no início da crise, a produção caiu mais rapidamente do que a demanda, como uma reação para impedir uma formação indesejada de estoques. Com a recuperação da demanda, a indústria teve de voltar a produzir mais para não ter problemas de entrega. "E isso ocorreu entre abril e junho, elevando a taxa de crescimento da produção industrial", disse Bicalho.

O segundo fator foi o ajuste nos estoques da indústria. Finalmente, houve uma recuperação de volumes exportados e preços das commodities, com a retomada da demanda chinesa. A previsão é que as exportações sigam como principal fator de recuperação no segundo semestre.

Para o Itaú, os indicadores de junho já divulgados mostram recuperação da economia em diversos setores, com destaque para vendas no varejo e para a produção industrial. Na avaliação do banco, o crescimento verificado no segundo trimestre de 2009 pode ser até em ritmo mais vigoroso do que a média vista no período anterior à crise. Por outro lado, a expectativa é a de que, na segunda metade do ano, esse ritmo se desacelere novamente.

Arte Folha S.Paulo
Comentários dos leitores
Sylvio L. Almeida Jr. (219) 24/11/2009 19h26
Sylvio L. Almeida Jr. (219) 24/11/2009 19h26
"Superavit dos EUA com Brasil aumenta 284%", informa a Folha mostrando os resultados da 'marolinha'... sem opinião
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celso assis (64) 24/11/2009 19h08
celso assis (64) 24/11/2009 19h08
Socorro do Banco Brasil em 2008 ao Banco Votorantim ( que depois por sinal foi comprado pelo BB -m estranho não), ao Banco Safra, e a Sadia, popularidade do sr. Obama em baixa acentuada, cabeça do sr. Geitner sendo pedida pela população americana, por atitudes suspeitas ao dar dinheiro do contribuinte aos grandes bancos americanos, sr. Brown injetando dinheiro escondido em grande banco ingles.
Tudo isto e talvez muito mais coisas foram e estão sendo escondidads da população.
POR QUE ???
Como continuar doravante confiando na Midia e nas Otoridades politicas e economicas (porque autoridades nós não temos mesmo aqui e no mundo)
sem opinião
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Eduardo Giorgini (427) 24/11/2009 18h44
Eduardo Giorgini (427) 24/11/2009 18h44
Claudio Rocha, pois é.
É facil concluir que o PT praticamente não governou o país.
Só joga com índices e o encanto de Lula.
Impostos continuam alto, educação e saúde pública continuam ruins, queriam a volta do CPMF,etc.
PT teve a "faca e o queijo" para fazer muito melhor: Economia mundial em forte crescimento, inflação baixa e estabilidade economica.(graças ao plano real).
[]s
Eduardo.
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Sidney Barros (1) 28/07/2009 15h33
Sidney Barros (1) 28/07/2009 15h33
Nossos bancos nunca passarão por crise nenhuma, pois, enfim, agem como verdadeiros agiotas!
O spread dos nossos bancos são os maiores do mundo!
As taxas de manutenção de C/C são um verdadeiro assalto!
Além disso tudo os depósitos compulsórios que os bancos fazem todos os dias no Banco Central, também são um fator que diminuem a concorr~encia entre os bancos, pois quem não quer ganhar dinheiro sem ter custo algum!? Os depósitos compulsórios servem para isso! Ao invés de algo em torno de 30% de todos os depósitos como Compulsório o geverno deveria exigir algo em torno de 15%.
Duvido que eles não reduziriam, pelo menos um pouco, o spread bancário, pois aí não teria mais a benevolência dos juros SELIC atuando nesses depósitos Compulsórios!
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