Dinheiro
31/07/2009 - 14h31

Obama diz que dados do PIB mostram que governo freou a recessão

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da Folha Online

Em um breve discurso em rede de televisão nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que os dados do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas em um país) do segundo trimestre mostram que o governo freou a recessão.

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O presidente americano ressaltou, no entanto, que a situação do mercado de trabalho no país ainda deve levar tempo para ser revertida. Segundo ele, "não haverá recuperação enquanto não forem criados empregos".

Larry Downing/Reuters
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que resultado do PIB no segundo trimestre mostra que economia está "na direção certa"
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que resultado do PIB no segundo trimestre mostra que economia está "na direção certa"

Para Obama, a melhora no desempenho no PIB no segundo trimestre mostra que, embora ainda seja preciso fazer mais para o país voltar a crescer, "a economia caminha na direção correta". "Mantenho um otimismo prudente sobre a direção tomada por nossa economia, mas ainda há muito trabalho pela frente", afirmou

Ele destacou ainda as medidas do pacote de estímulo aprovado em fevereiro deste ano, de US$ 787 bilhões, para, entre outras coisas, criar de empregos e ajudar mutuários em dificuldades com pagamentos de hipotecas --trazendo, assim, alívio para o mercado imobiliário.

Obama reconheceu que a recessão em que o país caiu desde dezembro de 2007 é mais profunda que esperava quando assumiu o cargo, em 20 de janeiro deste ano, mas que, devido ao pacote de estímulo, a economia está "sensivelmente melhor".

No segundo trimestre deste ano, a queda foi de 1%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo governo --maior período de recessão desde que as informações começaram a ser contabilizadas pelo governo, em 1947. Segundo o site do jornal britânico "Financial Times", é a primeira vez em 62 anos que a economia norte-americana registra quatro trimestres de retração consecutivos.

O dado divulgado hoje, no entanto, marca uma recuperação em relação ao primeiro trimestre, quando a queda foi de 6,4% (dado revisado; no dia 25 de junho, o governo havia informado que o PIB sofreu contração de 5,5% no primeiro trimestre).

No último dia 17, o Departamento do Trabalho informou que a taxa de desemprego nos EUA passou a casa dos 10% em 15 Estados americanos no mês de junho. A informação é um recorte dos dados nacionais de desemprego, divulgados pelo órgão na semana retrasada. Nela, mostrou-se que a taxa de desemprego no país está em 9,5%, o maior já registrado em 26 anos.

Os dados do mercado americano de trabalho referentes a julho devem ser apresentados no próximo dia 7.

Fed

No "Livro Bege" (documento com dados econômicos coletados em suas 12 divisões regionais), divulgado na quarta-feira (29), o Fed (Federal Reserve, o BC americano) apontou que algumas regiões do país começam a apresentar sinais de estabilização. Segundo o documento, a maior parte dos distritos do país registraram ou uma moderação no ritmo de declínio da economia ou um início, embora fraco, de estabilização.

Também na quarta-feira, o presidente do Federal Reserve de Nova York (uma das 12 divisões regionais do Fed), William Dudley, disse que a economia dos Estados Unidos deve registrar um crescimento moderado no segundo semestre deste ano, mas a recuperação será significativamente mais fraca que o normal.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Quem vende commodities não deve construir prédios com mais de 20 andares. Patético sem opinião
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Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
O governo Obama passou ao poder dos bancos mais de dois trilhões de dólares, arrecadados com venda dos títulos da dívida pública americana, que já descambou de 14 trilhões de dólares. Só a China é credora de mais de um trihão de dólares. O Brasil deve ser credor de mais de 200 bilhões de dólares. O maior devedor do mundo são os Estados Unidos.
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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