Venda de carros cai, mas julho é 2º melhor mês do ano
da Reuters, em São Paulo
As vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil em julho até quinta-feira recuaram 11,2% em relação aos 30 dias de junho, a 257.492 unidades, informou nesta sexta-feira uma fonte do mercado.
A média diária de vendas no período foi de 11.704 veículos, o que gera uma projeção para o julho completo de 269.196 emplacamentos. Se confirmado pela associação que representa as montadoras instaladas no país, Anfavea, em anúncio oficial marcado para 10 de agosto, esse volume marcará o segundo melhor mês do ano para o setor, após o recorde histórico de junho.
A projeção para o mês comparada com julho de 2008 mostra queda de 1,5% nas vendas de automóveis e comerciais leves, informou a fonte. Julho do ano passado registrou licenciamentos de 273.205 unidades, segundo maior emplacamento mensal registrado no Brasil.
As vendas nos primeiros sete meses do ano devem somar, com isso, 1,663 milhão de automóveis e comerciais leves, ante 1,612 milhão no mesmo período de 2008, um crescimento de 3,2%.
Após um início de ano fraco, ainda assombrado pela crise financeira internacional, o mercado de veículos leves do país passou a registrar forte crescimento, impulsionado por duas renovações de desconto no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializado) e esforços do governo para retomada da oferta de crédito.
A queda nas vendas em julho contra junho já era esperada pelo mercado, após o forte movimento de antecipação de compras ocorrido em junho diante de expectativa de fim do desconto do IPI. O governo só tomou a decisão de prorrogar a redução do imposto para carros por uma segunda vez no fim de junho, e de maneira gradual até o final do ano.
Essa redução do IPI motivou no primeiro semestre uma venda adicional de até 300 mil veículos, segundo a Anfavea.
Após o recorde histórico batido em junho, com vendas de 289,78 mil automóveis e comerciais leves, a Anfavea reverteu projeção nas vendas em 2009 de queda de 3,9% para alta de 6,4%, alçando 3 milhões de unidades.
O aquecimento do mercado automotivo tem gerado aumento na demanda por aço nas siderúrgicas do país, que passaram o primeiro semestre trabalhando à metade de sua capacidade de produção. Houve também recontratação de trabalhadores em várias montadoras, entre elas Renault e General Motors.
Segundo a fonte, a Fiat permaneceu na liderança em vendas de automóveis e comerciais leves no país, emplacando 65.380 unidades em julho até dia 30.
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