Preços de alimentos se estabilizam mas não devem cair, diz ONU
da Reuters, em Campala
Os preços mundiais dos alimentos estabilizaram-se, mas não voltarão aos níveis registrados antes de 2008, quando os preços das commodities subiram às alturas pressionando a inflação em vários mercados emergentes, disse nesta sexta-feira a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) responsável pela ajuda alimentar.
Embora os preços tenham caído em diversos mercados do mundo, em muitos países em desenvolvimento eles permanecem altos e a situação foi agravada pela desaceleração econômica global, que atingiu as exportações e o investimento.
'O sistema alimentar mundial se ajustou mesmo com os estoques na maior baixa em 20 anos...o mercado refinou seu nível para um possível de ser mantido', disse a diretora-executiva adjunta do PAM (Programa Alimentar Mundial), Sheila Sisulu.
'Nossa opinião é de que eles não voltarão aos preços anteriores a 2008', disse ela à Reuters em uma entrevista. Os preços dos alimentos subiram a níveis recordes no ano passado, provocando revoltas em alguns países.
O Banco Mundial advertiu que os efeitos da crise alimentar e da desaceleração financeira pesarão sobre os pobres e aumentarão o número de pessoas em situação de fome.
Sisulu disse que o preço do trigo, do milho e do arroz - que aumentou acentuadamente - caiu.'Todos parecem estar encontrando um nível.'
Ela afirmou, porém, que os custos dos alimentos na África permaneciam altos, apesar da queda em outros mercados. 'Os preços na África...não caíram nos mesmos níveis como globalmente', disse.
A economia global deve contrair 1,4% este ano em razão dos efeitos da crise financeira, mas o crescimento deve voltar em 2010 para 2,5%, de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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