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Dinheiro
07/08/2009 - 16h21

Preços de alimentos se estabilizam mas não devem cair, diz ONU

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da Reuters, em Campala

Os preços mundiais dos alimentos estabilizaram-se, mas não voltarão aos níveis registrados antes de 2008, quando os preços das commodities subiram às alturas pressionando a inflação em vários mercados emergentes, disse nesta sexta-feira a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) responsável pela ajuda alimentar.

Embora os preços tenham caído em diversos mercados do mundo, em muitos países em desenvolvimento eles permanecem altos e a situação foi agravada pela desaceleração econômica global, que atingiu as exportações e o investimento.

'O sistema alimentar mundial se ajustou mesmo com os estoques na maior baixa em 20 anos...o mercado refinou seu nível para um possível de ser mantido', disse a diretora-executiva adjunta do PAM (Programa Alimentar Mundial), Sheila Sisulu.

'Nossa opinião é de que eles não voltarão aos preços anteriores a 2008', disse ela à Reuters em uma entrevista. Os preços dos alimentos subiram a níveis recordes no ano passado, provocando revoltas em alguns países.

O Banco Mundial advertiu que os efeitos da crise alimentar e da desaceleração financeira pesarão sobre os pobres e aumentarão o número de pessoas em situação de fome.

Sisulu disse que o preço do trigo, do milho e do arroz - que aumentou acentuadamente - caiu.'Todos parecem estar encontrando um nível.'

Ela afirmou, porém, que os custos dos alimentos na África permaneciam altos, apesar da queda em outros mercados. 'Os preços na África...não caíram nos mesmos níveis como globalmente', disse.

A economia global deve contrair 1,4% este ano em razão dos efeitos da crise financeira, mas o crescimento deve voltar em 2010 para 2,5%, de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
4 opiniões
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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