Dinheiro
10/08/2009 - 11h11

Produção de veículos recua e exportações despencam 50% em julho

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BRUNO DE VIZIA
colaboração para a Folha Online

A produção de veículos registrou queda em julho deste ano, depois de um mês de junho recorde em vendas puxado pela redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado). As exportações, no mesmo período, recuaram mais de 50% agravadas pela queda na demanda mundial, afetada pelos feitos da crise econômica.

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Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), em julho foram produzidos 281,6 mil veículos, o que representa queda de 11,5% em relação ao mesmo mês de 2008.

Na comparação com junho, quando foram produzidos 284,3 mil veículos, houve recuo de 0,9%

De janeiro a julho, a produção soma 1,75 milhão de unidades, com queda de 12,9% na comparação com o mesmo intervalo de 2008.

Os licenciamentos, indicador de vendas, somaram 285,4 mil veículos em julho, recuo de 0,9% em relação a julho do ano passado, e queda de 4,9% em relação a junho deste ano, quando foram licenciados 300,2 mil veículos.

As exportações alcançaram US$ 618,3 milhões em julho, queda de 3,2% em relação aos US$ 638,9 milhões exportados junho deste ano, e recuo de 50,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações totalizaram US$ 1,24 bilhão.

O número de empregos nas montadoras registrou em julho avanço de 0,1% em relação a junho, com aumento de 87 vagas, totalizando 119.598. Trata-se do primeiro mês de avanço no emprego depois de oito meses de demissões. Na comparação com julho de 2008, as empresas apresentam queda de 7,5%.

Os estoques disponíveis na indústria e nas concessionárias ficaram em 22 dias em julho, contra 18 dias em junho deste ano.

Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Mesmo com aquecimento global, Conferência do clima em Copenhague e tudo, o setor petrolífero e automotivo voltam à todo vapor com pesados investimentos. Como se não bastasse o egocentrismo da emergente classe média em não abrir mão de um "direito" à propriedade de um veículo, não se importando com as consequências no trânsito. Mesmo com pesados investimentos em transporte público, o argumento é que ele ainda continua precário.
"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
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Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Vamos ver se desta vez eles efetivam os terceiros residentes, uma vergonha ter mais de 4 mil terceiros da planta Anchieta para obter o mesmo produto final e pagando salários abaixo da média para eles... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
A respeito do setor de autopeças. Creio que dada as isenções de ipi aos automoveis, faltou dar uma salvaguarda para incrementar, prestigiar o produtor de autopeças aqui radicados, inclusive poderia auxiliar a players internacionais para produzirem aqui, inclusive para exportações em futuro ser atual crise vividas em diversos paises. (por conceito sou favoravel ao livre mercado e livre iniciativa, a desoneração de impostos e ou entraves burocraticos, mas eventualmente o mercado e o país deve dar certa salvaguarda, mas sempre por periodo menor possivel).
Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
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