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Dinheiro
10/08/2009 - 13h16

Retorno do IPI deve provocar antecipação nas compras de veículos, diz Anfavea

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BRUNO DE VIZIA
colaboração para a Folha Online

A volta da cobrança do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) pode gerar pressão sobre as vendas de veículos nos próximos meses, segundo o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider. O benefício já foi prorrogado por duas vezes e será retomado gradualmente, de outubro a dezembro, voltando ao normal em janeiro de 2010.

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Ele afirmou que, com o IPI, o mercado deve sofrer um efeito de antecipação de compras, movimento semelhante ao verificado em junho (melhor mês da história do setor automotivo), quando os consumidores foram às lojas devido a incertezas sobre a manutenção dos descontos.

"Inclusive queremos alertar os consumidores para não deixar a decisão de compra para a última hora", afirmou o executivo.

Dados divulgados hoje pela associação mostraram que a produção de veículos registrou queda em julho deste ano, quando foram produzidas 281,6 mil unidades, o que representa diminuição de 11,5% em relação ao mesmo mês de 2008. Na comparação com junho, quando foram produzidos 284,3 mil veículos, houve recuo de 0,9%.

De janeiro a julho, a produção soma 1,75 milhão de unidades, com queda de 12,9% na comparação com o mesmo intervalo de 2008.

Emprego

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O setor voltou a apresentar números positivos nas contratações em julho, quando foram criadas 87 vagas, principalmente devido à retomada dos empregos no setor de carros de passeio. Nesse segmento, foram criados 327 postos de trabalho entre junho e junho deste ano. Trata-se do primeiro mês de avanço no emprego depois de oito meses de demissões.

Entretanto, no mesmo intervalo, o setor de máquinas agrícolas, bastante dependente de exportações, eliminou 240 vagas.

Apesar disso, a perspectiva para o restante do ano é de aumento no numero de empregos. "Não temos visto mais anúncios de demissões, mas sim de contratações e investimentos", disse Schneider, que acrescentou que os últimos anúncios de contratações não foram computados nos dados de julho.

Ele afirmou que uma melhora significativa nas contratações vai depender da retomada dos mercados para os quais o Brasil exporta --em julho a indústria exportou 36.813 veículos, contra 63.357 em julho de 2008, uma queda de 41,9%.

As exportações alcançaram US$ 618,3 milhões em julho, queda de 3,2% em relação aos US$ 638,9 milhões exportados junho deste ano, e recuo de 50,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações totalizaram US$ 1,24 bilhão.

Veja como ficará o IPI mês a mês

arte Folha S.Paulo
Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Marcio Marques Alves (36) 26/11/2009 22h06
Mesmo com aquecimento global, Conferência do clima em Copenhague e tudo, o setor petrolífero e automotivo voltam à todo vapor com pesados investimentos. Como se não bastasse o egocentrismo da emergente classe média em não abrir mão de um "direito" à propriedade de um veículo, não se importando com as consequências no trânsito. Mesmo com pesados investimentos em transporte público, o argumento é que ele ainda continua precário.
"Dane-se" o meio ambiente, "eu quero é ter meu carro". Ninguém admite, mas esse parece ser o argumento dissimulado de quem não tem tempo para a questão ambiental. Há e os empregos e os e salários dos operários dessas fábricas? Pois é! "Problema dos sindicatos"! É assim que esperamos ser a próxima potência mundial, sendo cada vez mais egoístas, individualistas e sem consiência ambiental. Que o diga o governador do Rio de Janeiro, não quer nem pensar em dividir os royalties de petróleo com o resto do país. É por isso que os traficantes reinam e dominam tudo por lá, já que o dinheiro desses royalties ,nunca chegam nas populações pobres, vítimas do tráfico e das milícias.
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Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Leandro Morales (3) 26/11/2009 20h21
Vamos ver se desta vez eles efetivam os terceiros residentes, uma vergonha ter mais de 4 mil terceiros da planta Anchieta para obter o mesmo produto final e pagando salários abaixo da média para eles... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
Olmir Antonio de Oliveira (58) 19/11/2009 22h10
A respeito do setor de autopeças. Creio que dada as isenções de ipi aos automoveis, faltou dar uma salvaguarda para incrementar, prestigiar o produtor de autopeças aqui radicados, inclusive poderia auxiliar a players internacionais para produzirem aqui, inclusive para exportações em futuro ser atual crise vividas em diversos paises. (por conceito sou favoravel ao livre mercado e livre iniciativa, a desoneração de impostos e ou entraves burocraticos, mas eventualmente o mercado e o país deve dar certa salvaguarda, mas sempre por periodo menor possivel).
Pontualmente existe setores que sentem dificulades.....Exemplifico o pleito do setor moveleiro que reivindica redução de ipi por 6 meses, acredito na legitimidade da reivindicação. Mas para este caso deveria focar o incentivo ao uso mais intensivo de componentes advindos de reflorestamentos.
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